Energia elétrica

Térmicas em Manaus deixam de receber óleo e podem parar em 8 dias

Abastecimento interrompido.

Valor Econômico
04/08/2014 09:51
Visualizações: 778

 

O abastecimento de energia elétrica em Manaus (AM), bem como em todos os sistemas isolados da região Norte, continua incerto. De acordo com fontes ouvidas pelo Valor, ainda persiste o impasse entre termelétricas a óleo, que geram a energia utilizada nesses municípios, e a BR Distribuidora, braço da Petrobras.
A petrolífera já havia notificado as usinas que, a partir do dia 1º de agosto, só iria fornecer o combustível se recebesse o pagamento à vista, em razão dos sucessivos atrasos. De acordo com pessoas a par da situação em Manaus, o abastecimento, de fato, foi interrompido na sexta-feira.
Muitas usinas possuem estoques para continuar gerando eletricidade. Mas essas reservas devem durar, no máximo, por mais oito dias, disse um executivo. Há informações de que algumas térmicas poderiam ficar sem o combustível no sábado. 
Representantes da Amazonas Energia, que pertence ao grupo Eletrobras, continuam buscando uma saída com a Petrobras e as negociações devem avançar durante o fim de semana. No entanto, há expectativas de que um acordo seja fechado na segunda-feira, quando se espera que o Tesouro Nacional libere recursos para saldar as dívidas das termelétricas.
Como Manaus e muitos municípios na região Norte ainda precisam ser abastecidos por unidades de geração isoladas, por não estarem ainda interligados à rede nacional (SIN), a aquisição do óleo combustível utilizado pelas termelétricas teria de ser paga com recursos da Conta de Consumo de Combustível (CCC). O encargo, que antes era cobrado dos consumidores finais, hoje é subsidiado pelo Tesouro Nacional.
Em 2012, o governo federal decidiu retirar a CCC da conta de luz para chegar a uma redução de 20% as tarifas de energia.
No entanto, segundo fontes do setor, a BR Distribuidora não vem recebendo os repasses da CCC já há algum tempo. Estima-se que só com a Amazonas Energia a dívida alcance R$ 3,5 bilhões.
O consumo de energia em Manaus é de 900 MW médios aproximadamente. Deste total, calcula uma fonte, 650 MW médios ainda são fornecidos por termelétricas, que geram a energia localmente. Além das oito térmicas da Amazonas Energia, outras cinco usinas independentes fornecem cerca 300 MW. Com essas unidades, a dívida acumulada com a BR Distribuidora já atinge cerca de R$ 100 milhões.
A hidrelétrica de Balbina entrega apenas 150 MW médios para a capital do Amazonas. Apesar de Manaus ter sido interligada à rede elétrica nacional pelo linhão de Tucuruí no ano passado, esse sistema só consegue fornecer atualmente 100 MW médios. Isso porque as subestações que deveriam ter sido feitas não foram concluídas.

O abastecimento de energia elétrica em Manaus (AM), bem como em todos os sistemas isolados da região Norte, continua incerto. De acordo com fontes ouvidas pelo Valor, ainda persiste o impasse entre termelétricas a óleo, que geram a energia utilizada nesses municípios, e a BR Distribuidora, braço da Petrobras.

A petrolífera já havia notificado as usinas que, a partir do dia 1º de agosto, só iria fornecer o combustível se recebesse o pagamento à vista, em razão dos sucessivos atrasos. De acordo com pessoas a par da situação em Manaus, o abastecimento, de fato, foi interrompido na sexta-feira.

Muitas usinas possuem estoques para continuar gerando eletricidade. Mas essas reservas devem durar, no máximo, por mais oito dias, disse um executivo. Há informações de que algumas térmicas poderiam ficar sem o combustível no sábado. 

Representantes da Amazonas Energia, que pertence ao grupo Eletrobras, continuam buscando uma saída com a Petrobras e as negociações devem avançar durante o fim de semana. No entanto, há expectativas de que um acordo seja fechado na segunda-feira, quando se espera que o Tesouro Nacional libere recursos para saldar as dívidas das termelétricas.

Como Manaus e muitos municípios na região Norte ainda precisam ser abastecidos por unidades de geração isoladas, por não estarem ainda interligados à rede nacional (SIN), a aquisição do óleo combustível utilizado pelas termelétricas teria de ser paga com recursos da Conta de Consumo de Combustível (CCC). O encargo, que antes era cobrado dos consumidores finais, hoje é subsidiado pelo Tesouro Nacional.
Em 2012, o governo federal decidiu retirar a CCC da conta de luz para chegar a uma redução de 20% as tarifas de energia.

No entanto, segundo fontes do setor, a BR Distribuidora não vem recebendo os repasses da CCC já há algum tempo. Estima-se que só com a Amazonas Energia a dívida alcance R$ 3,5 bilhões.

O consumo de energia em Manaus é de 900 MW médios aproximadamente. Deste total, calcula uma fonte, 650 MW médios ainda são fornecidos por termelétricas, que geram a energia localmente. Além das oito térmicas da Amazonas Energia, outras cinco usinas independentes fornecem cerca 300 MW. Com essas unidades, a dívida acumulada com a BR Distribuidora já atinge cerca de R$ 100 milhões.

A hidrelétrica de Balbina entrega apenas 150 MW médios para a capital do Amazonas. Apesar de Manaus ter sido interligada à rede elétrica nacional pelo linhão de Tucuruí no ano passado, esse sistema só consegue fornecer atualmente 100 MW médios. Isso porque as subestações que deveriam ter sido feitas não foram concluídas.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Internacional
Petrobras e Pemex firmam parceria para cooperação em E&P
23/06/26
Fenasucro
Pela primeira vez, Brasil recebe congresso latino-americ...
23/06/26
Energy Summit
Com quatro prêmios, ENGIE é destaque no Energy Summit Awards
23/06/26
Combustíveis
Distribuidoras de combustíveis cobram avanço imediato do...
23/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: Tecnologias da Embrapii fortalecem a...
22/06/26
Energy Summit
Biodiesel e combustíveis renováveis entram no centro da ...
22/06/26
Gás Natural
ANP prorroga consulta pública sobre cálculo do Método do...
22/06/26
Rio de Janeiro
Anuário do Petróleo no Rio, da Firjan, destaca que recor...
22/06/26
Biometano
Com mercado cinco vezes maior desde 2020, setor de biome...
22/06/26
Petrobras
Com investimento estimado de US$ 1,2 bilhão, Petrobras a...
22/06/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em recuperação e mostra sinais de ...
22/06/26
Inteligência Artificial
Impacto industrial: Executivo brasileiro integra novo co...
20/06/26
Indústria Naval
Ecovix assina contrato para a construção de quatro navio...
19/06/26
Exportações
Para ONIP tributação sobre exportações de petróleo compr...
18/06/26
Aviação
Fórum IBP SAF reúne setor privado e agentes públicos par...
18/06/26
Pré-Sal
Consórcio de Libra liderado pela Petrobras contrata Cepe...
18/06/26
Eólica Offshore
Com representante no Comitê Diretor da CEM, o WFO reforç...
18/06/26
Combustíveis
ANP realiza segunda parte de audiência pública sobre car...
18/06/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 187 mil barris por ...
18/06/26
ANP
ANP faz pesquisa para aprimorar sua Carta de Serviços
17/06/26
Resultado
Atlas Portuário do ES: portos capixabas movimentam 137,5...
17/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.