Energy Summit
Soluções são capazes de proporcionar produção mais rápida de equipamentos em alto mar, melhorar a segurança em plataformas de petróleo e prevenir desastres ambientais causados por vazamentos de óleo nos oceanos.
Redação TN Petróleo/Assessoria Embrapii
Entre os dias 23 e 25 de junho, o Energy Summit 2026 será palco para a apresentação de três projetos de excelência desenvolvidos pela Unidade Embrapii Coppe/UFRJ. As soluções que serão expostas no evento, que acontece na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, trazem tecnologias capazes de proporcionar produção mais rápida de equipamentos em alto mar, melhorar a segurança em plataformas de petróleo e prevenir desastres ambientais causados por vazamentos de óleo nos oceanos. Os projetos visam ainda diminuir a dependência de fornecedores estrangeiros, aumentar a competitividade no Brasil no cenário internacional e fortalecer a indústria nacional de petróleo e gás.
O Energy Summit é referência global em inovação e empreendedorismo nos setores de energia e sustentabilidade. Realizado em parceria com o Massachusetts Institute of Technology (MIT), conecta especialistas, líderes e inovadores de todo o mundo para discutir os próximos passos da transformação energética e soluções sustentáveis.
Saiba mais sobre os projetos da Unidade Embrapii Coppe/UFRJ
A Unidade Embrapii Coppe/UFRJ é um dos maiores centros de ensino e pesquisa em Engenharia da América Latina e um dos mais importantes agentes no campo da inovação, ciência e tecnologia no Brasil. Na rede de inovação da Embrapii, a instituição é credenciada na área de Engenharia de petróleo e gás, com atuação em Upstream (exploração e produção de petróleo e gás) e Downstream (refino, processamento de gás natural e produção de derivados petroquímicos). Seu credenciamento como Unidade Embrapii aproximou os grupos de pesquisa com a indústria, promovendo o avanço do conhecimento e de inovações em empresas brasileiras.
IA auxilia segurança de plataformas de petróleo
Antes de construir e colocar em operação uma plataforma de petróleo em alto-mar, é necessário testar como ela vai se comportar diante de ondas, ventos e correntes marítimas. O projeto desenvolvido em parceria com a Petrobras quer usar Inteligência Artificial (IA) para tornar essa análise muito mais rápida e precisa. No Energy Summit, o público poderá conferir essa experiência com a ajuda de óculos de realidade virtual.
Para isso, os engenheiros criam versões reduzidas dessas estruturas e realizam testes em grandes tanques de água, simulando as condições reais do oceano. Esses experimentos geram uma enorme quantidade de dados, que precisam ser analisados para garantir a segurança e a eficiência dos projetos.
A tecnologia criará uma espécie de "gêmeo digital": uma réplica virtual em 3D da estrutura testada, capaz de reproduzir seu comportamento em diferentes condições do mar. Além de visualizar a estrutura, os pesquisadores poderão acessar instantaneamente todos os dados coletados durante os testes.
A IA será treinada para interpretar esses dados, identificar padrões, prever comportamentos futuros e até ajudar na elaboração de relatórios técnicos e novos projetos de engenharia. Quanto mais informações receber, mais inteligente e precisa a ferramenta se tornará.
Impressão 3D de metal
Projeto em parceria com a Shell, desenvolve uma forma avançada de imprimir peças metálicas em 3D para uso na indústria de petróleo e gás, especialmente em equipamentos que ficam no fundo do oceano. O objetivo é substituir métodos tradicionais de fabricação, que são mais demorados e geram mais desperdício, além de limitar o formato das peças. Com a impressão 3D metálica, é possível criar componentes mais leves, resistentes e com formatos que seriam difíceis ou até impossíveis de produzir pelos métodos convencionais.
Diferentemente das impressoras 3D domésticas, que usam plástico, essa tecnologia utiliza arames metálicos e soldagem por arco elétrico para construir peças camada por camada. É como se um robô fosse "desenhando" uma peça de metal no ar, depositando material aos poucos até formar o componente completo.
Drone detecta vazamento de óleo em alto mar
Ao se detectar um vazamento de óleo no oceano, cada segundo faz a diferença antes que o produto se espalhe. O projeto Ariel, desenvolvido em parceria com a Repsol Sinopec Brasil, é um sistema robótico inteligente capaz de identificar vazamentos de óleo em alto mar. A tecnologia combina drones, veículos autônomos de superfície, sensores locais e imagens remotas para monitorar o mar em tempo real. Tudo integrado por algoritmos avançados de detecção e análise de dados.
O sistema também coleta informações meteorológicas e oceanográficas, como vento, temperatura e comportamento das correntes marítimas, aumentando a precisão da detecção e reduzindo falhas. Mas do que detectar óleo, o Ariel representa o avanço da ciência brasileira em soluções em soluções autônomas para proteção ambiental e operações mais seguras.
Sobre a Embrapii - A Embrapii é uma organização social que atua em cooperação com Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), públicas ou privadas, para atender ao setor empresarial e fomentar a inovação na indústria. Para isso, conecta centros de pesquisa e empresas, compartilhando os custos da inovação ao aportar recursos não reembolsáveis em projetos que levem à introdução de novos produtos e processos no mercado. Para ter acesso ao modelo, a empresa deve apresentar seu desafio tecnológico à Unidade Embrapii com a competência técnica que se enquadra às necessidades do projeto.
A Embrapii possui contrato de gestão com o Governo Federal, por meio dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Educação, da Saúde e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Além disso, possui parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
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