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Resultados foram impulsionados pelo desempenho operacional do período, marcado por recordes nos segmentos de E&P e Refino.
Redação TN Petróleo/Agência Petrobras
A Petrobras apresentou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões (US$ 10,4 bilhões) no segundo trimestre de 2026, 97% a mais do que o mesmo período de 2025. O EBITDA ajustado foi de R$ 93,8 bilhões (US$ 18,6 bilhões). O desempenho operacional da companhia impulsionou os resultados financeiros deste trimestre, marcado por recordes na produção própria de óleo no Brasil, que atingiu 2,7 milhões de barris por dia, 15% superior ao segundo trimestre de 2025, e na utilização do parque de refino, com Fator de Utilização (FUT) de 101%, ampliando a oferta de derivados no mercado nacional. O fluxo de caixa operacional (FCO) alcançou R$ 61,8 bilhões (US$ 12,3 bilhões), um crescimento de 46% em 12 meses.
Confira aqui a íntegra do Relatório de Desempenho Financeiro do 2T26 da Petrobras
O aumento na produção de petróleo favoreceu o crescimento das exportações no trimestre, que chegaram a quase um milhão de barris por dia. Já a elevada utilização do parque de refino resultou em maiores patamares de produção registrados no período, com destaque para 509 mil bpd de diesel S10 e 109 mil bpd de QAV. A produção de derivados atingiu 1,9 milhão de bpd, que representa um crescimento de 5,6% comparada ao primeiro trimestre de 2026. Em um período de volatilidade do cenário internacional, esse aumento da produção de derivados favoreceu a redução das importações em 40% comparado com o trimestre anterior.
“Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras. O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa”, destaca Fernando Melgarejo, diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores.
No segundo trimestre de 2026, foram pagos R$ 88,6 bilhões em tributos para as esferas Federal, estaduais e municipais e em participações governamentais (PGOV). Este valor representa um aumento de aproximadamente R$ 22 bilhões em relação aos tributos que foram pagos pela Petrobras no mesmo período do ano passado.
Foram aprovados R$ 17,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio para o período, que serão distribuídos entre acionistas privados e públicos.
Sem os eventos exclusivos, o lucro líquido foi de R$ 55,8 bilhões (US$ 11,1 bilhões). Já o EBITDA ajustado, excluindo os efeitos exclusivos, foi de R$ 100,6 bilhões (US$ 20 bilhões).
A dívida bruta encerrou o trimestre em US$ 70,8 bilhões, abaixo do limite de US$ 75 bilhões previsto no Plano de Negócios 2026-2030. A companhia mantém a expectativa de convergência para US$ 65 bilhões no horizonte do Plano.
Foram investidos R$ R$ 26,7 bilhões (US$ 5,3 bilhões) no segundo trimestre de 2026. Deste valor, 82% foram destinados para o segmento de Exploração e Produção com objetivo de sustentar a curva de produção ascendente da companhia, com foco em atividades relacionadas a projetos novos e complementares.
Neste trimestre, destacam-se os investimentos na construção das unidades P-80, P-82 e P-83, próximos FPSOs destinados ao campo de Búzios, com entrada em operação previstas para 2027. Os investimentos também contribuíram para o aumento nas atividades de interligação de poços voltados para o topo de produção (ramp-up) dos projetos de Búzios 6 (P-78) e Búzios 8 (P-79), já em operação.
Recordes de produção
Aquisição de novas áreas e direitos
Andamento de projetos do E&P
FUT e produção de derivados
Fertilizantes
Comercialização e Logística
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