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Seminário da ANP apresenta resultados da atividade de exploração em 2025

Foram divulgados os dados do Relatório Anual de Exploração da Agência.

Redação TN Petróleo/Agência ANP
06/08/2026 16:19
Seminário da ANP apresenta resultados da atividade de exploração em 2025 Imagem: Divulgação Visualizações: 554

A ANP realizou hoje (6/8) o seminário "Panorama da Exploração: Dados, Transparência e Regulação". O evento reuniu representantes da Agência e da indústria de exploração e produção de petróleo e gás (E&P).

Na abertura, o Diretor-Geral da ANP, Artur Watt, destacou as iniciativas da Agência voltadas ao aperfeiçoamento do ambiente regulatório da fase de exploração e à divulgação de informações sobre o setor. "Estamos avaliando os resultados da Resolução ANP nº 983/2025 e desenvolvendo novas iniciativas voltadas à dinamização da fase de exploração. O objetivo é construir um ambiente regulatório transparente e competitivo, capaz de atrair investimentos para o setor", afirmou.

O seminário foi composto por dois painéis. O primeiro foi dedicado ao desempenho do segmento de exploração, com a apresentação dos resultados que compõem o Relatório Anual de Exploração 2025, publicado nesta data no site da ANP.

No segundo painel, foi realizada uma avaliação da implantação da Resolução ANP nº 983/2025, que estabeleceu os requisitos e procedimentos para o cumprimento do Programa Exploratório Mínimo (PEM) fora dos limites da área original, após um ano de sua vigência.

A fase de exploração é a primeira fase dos contratos de E&P. Nela, são executadas atividades de pesquisa com objetivo de identificar a presença, ou não, de hidrocarbonetos na área contratada (bloco exploratório). O PEM é o programa que reúne as atividades mínimas compromissadas pelas empresas a serem realizadas nessa fase.

Veja mais informações sobre a fase de exploração.

Veja a apresentação realizada no seminário

Destaques do Relatório Anual de Exploração 2025

O ano de 2025 terminou com 431 blocos exploratórios sob contrato, o maior número desde a criação da ANP, conforme os dados do Relatório Anual de Exploração 2025 da Agência, divulgado hoje.

O documento apresenta o panorama da exploração de petróleo e gás natural no Brasil entre 2016 e 2025 e reúne informações sobre contratos, atividades exploratórias, declarações de comercialidade e investimentos previstos para o setor.

Em relação a 2024, o número de blocos sob contrato aumentou cerca de 3%. Em 2025, também foram assinados 36 novos contratos de concessão e iniciados 19 poços exploratórios — frente a dez do ano anterior. Houve ainda 13 notificações de descoberta de petróleo ou gás natural e cinco declarações de comercialidade.

Desempenho dos blocos e atividades exploratórias em 2025

Ao final de 2025, o ambiente terrestre concentrava 267 blocos sob contrato e o ambiente marítimo, 164. Em termos de área, o mar respondeu por 62% do total contratado.

Entre as bacias marítimas, Pelotas encerrou o ano com o maior número de blocos sob contrato (47), seguida por Santos (37) e Foz do Amazonas (28). Em terra, a Bacia Potiguar permaneceu na liderança (150 blocos), enquanto a Bacia do Parnaíba concentrou a maior área sob contrato.

Em 2025, foram iniciados 19 poços exploratórios, dez no ambiente marítimo e nove em terra.

Também houve 13 notificações de descoberta, das quais dez em áreas marítimas e três em terrestres.

A aquisição de dados exclusivos totalizou 870 quilômetros de sísmica 2D. 

Declarações de comercialidade

Entre 2016 e 2025, foram efetivadas 60 declarações de comercialidade, cinco delas em 2025. Duas ocorreram na Bacia de Santos e três em bacias terrestres: duas no Recôncavo e uma no Espírito Santo.

As estimativas associadas às declarações realizadas no período correspondem a cerca de 18,6 bilhões de barris de petróleo e 430,1 bilhões de metros cúbicos de gás natural.

A declaração de comercialidade é o ato pelo qual a operadora comunica à ANP que, após a avaliação técnica e econômica das descobertas realizadas em um bloco, os resultados indicam a viabilidade comercial do projeto de produção. A partir dessa etapa, o contrato passa da fase de exploração para a fase de produção.

Previsão de investimentos

Com base nos Planos de Trabalho Exploratórios apresentados pelas operadoras, estão previstos investimentos de aproximadamente R$ 5,1 bilhões na fase de exploração em 2026.

Desse total, 96% deverão ser destinados ao ambiente marítimo e 4% ao terrestre. A perfuração de poços concentra a maior parcela dos recursos previstos. Para 2026, estão programados 19 poços exploratórios, sendo cinco no mar e 14 em terra.

Veja o Relatório Anual de Exploração 2025.

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