Pré-Sal

Petrobras e ANP vão à arbitragem

Estatal quer dividir Lula em dois campos diferentes.

Valor Econômico
28/04/2014 10:24
Visualizações: 951

 

A Petrobras entrou, neste ano, com pedido de arbitragem contra a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na Corte Internacional de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional (CCI). Como informou na sexta-feira o Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, a disputa pode tomar proporções inéditas e envolve uma das mais emblemáticas áreas do pré-sal: o campo de Lula, na Bacia de Santos.
A Petrobras quer dividir a área em dois campos diferentes - Lula e Cernambi-, o que foi negado pela autarquia em duas ocasiões, em 2011. Na última delas, em agosto daquele ano, a agência afirmou que, no recurso administrativo apresentado pela Petrobras, não havia ponto de vista jurídico e técnico que justificasse mudanças na decisão da autarquia e destacou ainda que "a eventual anulação da sua decisão significaria grave lesão para o erário brasileiro".
Caso a área seja dividida, o consórcio explorador teria de fazer um pagamento menor ao governo relativo a participações especiais, cobradas em campos com grandes volumes de produção de petróleo. A Petrobras é operadora de Lula (65% de participação) em parceria com BG (25%) e Petrogal (10%).
A Petrobras informou ao Valor que não conseguiu êxito na busca por tentativas de conciliação na via administrativa e, por isso, busca solução pela via arbitral. Segundo a empresa, o processo arbitral instaurado está previsto no contrato de concessão e é confidencial. "Por esse motivo, o consórcio não pode apresentar detalhes sobre o tema", informou em nota. Agora, a ANP ameaça entrar na Justiça para questionar a legalidade do processo arbitral.
O impasse entre ANP e Petrobras ocorre pelo entendimento técnico do que pode ou não definir os dois campos distintos.
Ao Valor, a agência informou que decidiu, em reunião de diretoria do dia 9, notificar a Petrobras "sobre a ilegalidade da arbitragem", referente à aplicação do conceito de campo de petróleo, e solicitar que a empresa desista da arbitragem, em cinco dias, sob pena de interposição de ação judicial para anulação do procedimento.
Segundo a agência, a Petrobras já foi notificada. Entretanto, a autarquia não respondeu quando ocorreu essa notificação, se o prazo de cinco dias já está correndo ou se já acionou a Justiça contra a petroleira. A Petrobras também não esclareceu esses pontos.
Em resposta ao Valor no início do mês, a Petrobras informou que as duas áreas foram declaradas comerciais como dois campos distintos, por ser esse o entendimento do consórcio responsável pela área. Mas, por determinação da ANP, Lula e Cernambi foram unidos em um único polígono, estando, desta forma, consideradas em um único Plano de Desenvolvimento submetido à autarquia, em setembro de 2011. Na ocasião, a estatal disse que estava cumprindo a determinação da agência.

A Petrobras entrou, neste ano, com pedido de arbitragem contra a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na Corte Internacional de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional (CCI). Como informou na sexta-feira o Valor PRO, serviço em tempo real do Valor, a disputa pode tomar proporções inéditas e envolve uma das mais emblemáticas áreas do pré-sal: o campo de Lula, na Bacia de Santos.

A Petrobras quer dividir a área em dois campos diferentes - Lula e Cernambi-, o que foi negado pela autarquia em duas ocasiões, em 2011. Na última delas, em agosto daquele ano, a agência afirmou que, no recurso administrativo apresentado pela Petrobras, não havia ponto de vista jurídico e técnico que justificasse mudanças na decisão da autarquia e destacou ainda que "a eventual anulação da sua decisão significaria grave lesão para o erário brasileiro".

Caso a área seja dividida, o consórcio explorador teria de fazer um pagamento menor ao governo relativo a participações especiais, cobradas em campos com grandes volumes de produção de petróleo. A Petrobras é operadora de Lula (65% de participação) em parceria com BG (25%) e Petrogal (10%).

A Petrobras informou ao Valor que não conseguiu êxito na busca por tentativas de conciliação na via administrativa e, por isso, busca solução pela via arbitral. Segundo a empresa, o processo arbitral instaurado está previsto no contrato de concessão e é confidencial. "Por esse motivo, o consórcio não pode apresentar detalhes sobre o tema", informou em nota. Agora, a ANP ameaça entrar na Justiça para questionar a legalidade do processo arbitral.

O impasse entre ANP e Petrobras ocorre pelo entendimento técnico do que pode ou não definir os dois campos distintos.

Ao Valor, a agência informou que decidiu, em reunião de diretoria do dia 9, notificar a Petrobras "sobre a ilegalidade da arbitragem", referente à aplicação do conceito de campo de petróleo, e solicitar que a empresa desista da arbitragem, em cinco dias, sob pena de interposição de ação judicial para anulação do procedimento.

Segundo a agência, a Petrobras já foi notificada. Entretanto, a autarquia não respondeu quando ocorreu essa notificação, se o prazo de cinco dias já está correndo ou se já acionou a Justiça contra a petroleira. A Petrobras também não esclareceu esses pontos.

Em resposta ao Valor no início do mês, a Petrobras informou que as duas áreas foram declaradas comerciais como dois campos distintos, por ser esse o entendimento do consórcio responsável pela área. Mas, por determinação da ANP, Lula e Cernambi foram unidos em um único polígono, estando, desta forma, consideradas em um único Plano de Desenvolvimento submetido à autarquia, em setembro de 2011. Na ocasião, a estatal disse que estava cumprindo a determinação da agência.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ANP
Reservas provadas de petróleo no Brasil cresceram 3,84% ...
10/04/26
Bacia de Campos
Petrobras retoma 100% de participação no campo de Tartar...
10/04/26
Oportunidade
Por que formar profissionais para funções críticas se to...
09/04/26
Energias Renováveis
Crise energética global impulsiona protagonismo do Brasi...
09/04/26
Pessoas
Alcoa e Posidonia reforçam avanços na equidade de gênero...
08/04/26
Evento
Fórum nacional debate expansão do biogás e do biometano ...
08/04/26
Curso
Firjan SENAI e Foresea assinam parceria para oferecer cu...
08/04/26
Posicionamento IBP
Taxação de 12% na MP1340 gera sobreposição tributária e ...
08/04/26
iBEM26
Entrevista exclusiva: Rosatom mira o Brasil e reforça pr...
07/04/26
Resultado
Porto do Açu garante R$ 237 milhões em royalties retroat...
07/04/26
Pessoas
Angélica Laureano é a nova Diretora Executiva de Logísti...
07/04/26
Biometano
ANP credencia primeiro Agente Certificador de Origem (AC...
07/04/26
ANP
Conteúdo local: ANP ultrapassa marco de 30 TACS
07/04/26
Cana Summit
Juros elevados e crédito mais restrito colocam fluxo de ...
07/04/26
BRANDED CONTENT
Intercabos® lança novo site e concretiza presença no mer...
07/04/26
PPSA
União recebe R$ 917,32 milhões por redeterminação de Tupi
07/04/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Preço médio da safra 25/26 supera o da tem...
07/04/26
Estudo
Brasil amplia dependência de térmicas, mas falta de esto...
06/04/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Partilha (OPP): ANP publica novo edital
06/04/26
Tributação
Infis Consultoria promove 4º Seminário Tributação em Óle...
06/04/26
Hidrogênio Verde
Estudo no RCGI mapeia regiões com maior potencial para p...
06/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23