Empresas

Multiner e Bertin podem perder concessão de termelétrica

Agência Estado
12/03/2012 17:28
Visualizações: 500
A Multiner pode perder a concessão de três usinas termelétricas, enquanto a Bertin poderá perder uma, devido a atrasos nos projetos e a falta de procedimentos exigidos nestes casos, como a compra de lastro de energia e o depósito de garantias na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Segundo o diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, os processos de cassação das outorgas devem ser avaliados pela diretoria da autarquia entre o final deste mês e o início de abril. "CCEE encaminhou os processos (para a Aneel), porque as usinas ficaram em situação de default no mercado de curto prazo.

As termelétricas Itapebi (146 MW), Monte Pascoal (145 MW), da Multiner, foram contratadas pelo leilão A-3 de 2007 e deveriam ter entrado em operação em 2010. A empresa ainda possui a Pernambuco IV, que deveria estar gerando energia desde o ano passado. Já o Grupo Bertin possui a termelétrica José de Alencar, que também deveria ter entrado em operação no ano passado.

No último relatório semanal sobre o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), calculado com base no custo marginal de operação e utilizado como referência nas operações no mercado livre, a CCEE, que divulga esse preço, afirma que os Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR) das usinas Itapebi, Monte Pascoal e Pernambuco IV "foram resolvidos pelas respectivas distribuidoras signatárias". Além disso, disse que a usina José de Alencar formalizou na Aneel o pedido de revogação de sua concessão.

Hubner disse, no entanto, que as empresas "estão tentando uma negociação com distribuidoras", já que as distribuidoras registram atualmente elevado nível de sobrecontratação de energia. Segundo ele, as empresas com uma solicitação na Aneel referente a essa questão, mas até o momento o assunto não foi discutido pela autarquia. O diretor da Aneel salientou que os empreendedores que não entregam as usinas contratadas no leilão sofrem penalidades "pesadas", mas uma parte significativa delas se refere à penalidades entre as distribuidoras e a geradora.


Adiamento do A-3

Tendo em vista o atraso significativo dessas e de outras usinas, bem como a sobrecontratação das distribuidoras, a Aneel está fazendo uma série de análises de demanda e oferta efetiva de energia e esse foi o principal motivo que levou o governo a adiar o leilão A-3, que contratará energia para 2015, inicialmente marcado para o final de março e postergado para junho. "Estamos reavaliando isso tudo e precisávamos de um tempo maior, por isso adiamos um pouco (o leilão)", disse Hubner.

Questionado sobre uma eventual revisão dos preços máximos definidos para o leilão, que têm atualmente inviabilizado a participação de algumas fontes de energia no leilão, Hubner comentou que a Aneel discute com o Ministério de Minas e Energia o assunto e avalia que a questão pode ser resolvida com a realização de leilões regionais ou por fonte.

"Mas tem sempre uma contradição, porque buscamos também o menor preço para o consumidor, mas também temos a preocupação que para o país tem algumas fontes que agregam", disse.
 
O diretor da Aneel também destacou o fator geográfico, de eventual concentração de novas usinas na região Nordeste, por exemplo, que pode acarretar numa elevação dos custos de transmissão, fator que atualmente não é levado em consideração na contratação da energia nos leilões.
 
"Estamos debatendo essas questões para ver como conseguimos manter o atual nível de competição nos leilões, dando espaço para as fontes mais baratas - que é nosso interesse - mas também olhar a questão de custos", acrescentou.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Energy Summit
Tauil & Chequer | Mayer Brown reúne representantes da AN...
23/06/26
Internacional
Petrobras e Pemex firmam parceria para cooperação em E&P
23/06/26
Fenasucro
Pela primeira vez, Brasil recebe congresso latino-americ...
23/06/26
Energy Summit
Com quatro prêmios, ENGIE é destaque no Energy Summit Awards
23/06/26
Combustíveis
Distribuidoras de combustíveis cobram avanço imediato do...
23/06/26
Energy Summit
Energy Summit 2026: Tecnologias da Embrapii fortalecem a...
22/06/26
Energy Summit
Biodiesel e combustíveis renováveis entram no centro da ...
22/06/26
Gás Natural
ANP prorroga consulta pública sobre cálculo do Método do...
22/06/26
Rio de Janeiro
Anuário do Petróleo no Rio, da Firjan, destaca que recor...
22/06/26
Biometano
Com mercado cinco vezes maior desde 2020, setor de biome...
22/06/26
Petrobras
Com investimento estimado de US$ 1,2 bilhão, Petrobras a...
22/06/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em recuperação e mostra sinais de ...
22/06/26
Inteligência Artificial
Impacto industrial: Executivo brasileiro integra novo co...
20/06/26
Indústria Naval
Ecovix assina contrato para a construção de quatro navio...
19/06/26
Exportações
Para ONIP tributação sobre exportações de petróleo compr...
18/06/26
Aviação
Fórum IBP SAF reúne setor privado e agentes públicos par...
18/06/26
Pré-Sal
Consórcio de Libra liderado pela Petrobras contrata Cepe...
18/06/26
Eólica Offshore
Com representante no Comitê Diretor da CEM, o WFO reforç...
18/06/26
Combustíveis
ANP realiza segunda parte de audiência pública sobre car...
18/06/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 187 mil barris por ...
18/06/26
ANP
ANP faz pesquisa para aprimorar sua Carta de Serviços
17/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25