Energia Eólica

Maranhão será inserido no mapa da energia eólica após operações

Portal Imirante - 08/08/2016
08/08/2016 14:44
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No segundo semestre de 2017, o Maranhão deve entrar definitivamente no mapa daenergia eólica brasileira com o início das operações do seu primeiro complexo eólico, localizado em Barreirinhas e Paulino Neves, no litoral do estado. Em construção pela Omega Energia desde fevereiro, o Complexo Eólico Delta 3 tem capacidade instalada de 220 megawatts e deve gerar 1 milhão de megawatts/horas por ano, energia suficiente para abastecer uma cidade com 700 mil habitantes.

O Maranhão mostra seu potencial para geração eólica em um momento de expansão da produção nacional desse tipo de energia. Atualmente, 30% de toda a energia produzida no Nordeste é gerada pelo vento. Em alguns períodos do dia, as usinas eólicas conseguem abastecer até 50% do consumo da região. "O litoral do Maranhão, mais especificamente a área onde estamos instalando o Delta 3, é uma das melhores regiões para a geração de energia eólica. Os ventos constantes e baixa incidência de chuva são uma combinação ideal para viabilizar a implantação de um complexo eólico competitivo, que contribuirá para o desenvolvimento da região e para a melhoria da qualidade daenergia", afirma Gustavo Mattos, diretor da Omega Energia.

Vantagens

O Brasil tem uma diversificada matriz energética (com fontes hidráulica, térmica, eólica e biomassa), mas se destaca por sua capacidade de produção de energia a partir de fontes renováveis e limpas.

A energia eólica é renovável, não poluente, e sua implantação não causa impactos relevantes, com ampla possibilidade de mitigação. Além disso, parques eólicos não geram qualquer tipo de resíduo. É uma atividade de baixíssimo impacto ambiental, uma energia totalmente limpa e que tem importante papel para a preservação do meio ambiente e para o crescimento sustentável do país.

Os empreendimentos eólicos têm também a vantagem de ocupar uma área reduzida. De acordo com Gustavo Mattos, menos de 4% da área arrendada será usada para a instalação dos aerogeradores. “Todo o restante ficará intocado, podendo ser utilizado para as mesmas atividades já desenvolvidas anteriormente, como cultivo e criação de animais, e também para preservação ambiental”, diz.

A maioria dos parques eólicos brasileiros está situada em regiões com baixo índice de desenvolvimento e acabam tornando-se um vetor de crescimento para as comunidades onde se instalam. O modelo de arrendamento de terras para a construção dos aerogeradores adotado pela maioria dos empreendimentos do país gera também renda extra para a população. Adicionalmente, a arrecadação de impostos e geração de empregos com a formação de mão de obra local, especialmente na fase de implantação dos projetos, também contribuem para a região de Barreirinhas e Paulino Neves.

Estrada

No caso do Maranhão, o projeto eólico viabilizou a construção de uma estrada de 36 quilômetros entre os municípios de Barreirinhas e Paulino Neves, um desejo antigo dos moradores da região, que tinham dificuldade para se deslocar e circular mercadorias. A rodovia, fruto da parceria entre a Omega, Governo do Estado e as prefeituras de Barreirinhas e Paulino Neves, deve ser entregue em agosto, com pavimentação em piçarra. A construção desta primeira fase ficou a cargo da Omega. Ao Governo do Estado ficou a responsabilidade pela manutenção da via e sua pavimentação no futuro.

O projeto de melhoria do acesso entre os municípios seguiu o traçado original da estrada que já existia em areia e por onde apenas carros com tração 4x4 conseguiam circular. Com a conclusão da obra, a viagem entre Barreirinhas e Paulino Neves poderá ser feita em carro comum e passou de duas horas para cerca de 40 minutos, contribuindo para o fortalecimento da economia e do turismo da região. A construção da estrada nessa primeira fase durou oito meses, incluindo a construção de duas pontes de concreto e teve a participação de 150 profissionais, dos quais mais de 100 foram contratados na região. A obra foi fiscalizada pelas secretarias estaduais de Infraestrutura e de Meio Ambiente e respeitou os quesitos ambientais.

A rodovia, fruto da parceria entre a Omega, Governo do Estado e as prefeituras de Barreirinhas e Paulino Neves, deve ser entregue em agosto com pavimentação em piçarra. A construção desta primeira fase ficou a cargo da Omega. Ao Governo do Estado ficou a responsabilidade pela manutenção da via e sua pavimentação no futuro.

O projeto de melhoria do acesso entre os municípios seguiu o traçado original da estrada que já existia em areia e por onde apenas carros com tração 4x4 conseguiam circular. Com a conclusão da obra, a viagem entre Barreirinhas e Paulino Neves poderá ser feita em carro comum e passou de duas horas para cerca de 40 minutos, contribuindo para o fortalecimento da economia e do turismo da região.

A construção da estrada nesta primeira fase durou oito meses, incluindo a construção de duas pontes de concreto e teve a participação de 150 profissionais, dos quais mais de 100 foram contratados na região. A obra foi fiscalizada pelas secretarias estaduais de Infraestrutura e de Meio Ambiente e respeitou os quesitos ambientais.

Mais trabalho de conscientização

Um trabalho de conscientização dos motoristas quanto ao excesso de velocidade e riscos de acidentes vêm sendo conduzido em conjunto com as prefeituras, Polícia Militar e comunidade local. Como medida adicional visando a segurança, foram implantadas placas de sinalização e redutores de velocidade, com atenção especial às regiões próximas às comunidades.

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