Combustíveis

E32 reforça estratégia consistente do Brasil em segurança energética e uso de biocombustíveis

Medida amplia uso de etanol na gasolina, fortalece autonomia energética e se insere em movimento internacional de valorização dos biocombustíveis.

Assessorio UNICA
27/04/2026 12:04
E32 reforça estratégia consistente do Brasil em segurança energética e uso de biocombustíveis Imagem: Divulgação Visualizações: 1130

O avanço para o E32 marca mais um passo na ampliação do uso de etanol na matriz de combustíveis do país, em linha com uma política pública construída ao longo de décadas, baseada em escala, tecnologia e capacidade produtiva instalada.

A UNICA avalia que a medida é mais um passo das políticas públicas lideradas pelo governo, especialmente pelo Ministério de Minas e Energia (MME), e fortalece a segurança energética ao ampliar a participação de uma fonte renovável produzida no Brasil, contribuindo para maior autonomia e previsibilidade no abastecimento.

Com o E32, a demanda adicional por etanol anidro deve crescer cerca de 1 bilhão de litros por ano em relação ao E30. Considerando o avanço desde o E27, o incremento total chega a aproximadamente 2,4 bilhões de litros em doze meses. O país já possui uma das maiores frotas flex do mundo e experiência consolidada com misturas elevadas de etanol à gasolina, o que viabiliza avanços graduais como o E32 com segurança técnica.

"A ampliação da mistura é um caminho que o Brasil já conhece e sabe operar. O etanol permite avançar com segurança energética a partir de uma solução disponível, produzida no país e em larga escala, com ganhos relevantes também do ponto de vista ambiental, ao reduzir emissões no ciclo de vida dos combustíveis", afirma Evandro Gussi (foto), presidente da UNICA.

A iniciativa também se insere em um contexto mais amplo de aperfeiçoamento de políticas públicas voltadas à diversificação da matriz energética e ao aproveitamento de soluções já disponíveis em larga escala. Em paralelo, movimentos internacionais apontam na mesma direção. Discussões em curso na Comissão Europeia sobre a ampliação do teor de etanol na gasolina, como o E20 — que elevaria o limite atual de mistura no bloco — indicam uma convergência crescente em torno do uso de biocombustíveis. Nesse contexto, o Brasil se destaca por já operar, em escala, níveis mais elevados de mistura, consolidando uma experiência que hoje serve de referência para outros mercados.

O setor já possui capacidade instalada para atender à demanda adicional, considerando a produção de etanol de cana e de milho, além de novas unidades em construção. Apenas a expansão prevista do etanol de milho já seria suficiente para absorver esse aumento, com a expectativa de entrada em operação de 16 novas plantas nos próximos doze meses, segundo dados da ANP.

Com o E32, o Brasil amplia o uso de etanol com base em capacidade já instalada, expansão em curso e menor dependência de importações de gasolina. A proposta de ampliação da mistura para o E32 deverá ser apreciada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em reunião prevista para o início de maio.

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