Logística

Libra projeta bater este ano o recorde de cargas de 2008

O grupo Libra, especializado na operação de terminais e serviços logísticos, projeta encerrar o ano com receita líquida recorde de R$ 900 milhões, aumento de 14% sobre o resultado de 2009 e de 6% em relação ao exercício anterior. A es

Valor Online
08/11/2010 10:39
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O grupo Libra, especializado na operação de terminais e serviços logísticos, projeta encerrar o ano com receita líquida recorde de R$ 900 milhões, aumento de 14% sobre o resultado de 2009 e de 6% em relação ao exercício anterior. A estimativa é do presidente da holding, Marcelo Araújo, e foi feita na sexta-feira em Santos, durante a comemoração dos 15 anos da concessão do Terminal 37, instalação que movimenta contêineres no porto paulista.
 
 
A operação de terminais responde por aproximadamente 80% do faturamento da companhia, sendo Santos o porto com maior fatia, cerca de 60%. A empresa também tem atuação no Rio de Janeiro e planeja expansão para Santa Catarina. A estimativa é que o braço de operação portuária da Libra feche o atual exercício com quase 1 milhão de Teus (contêineres de 20 pés) movimentados, acima do melhor ano da história, 2008, quando foram escoados 905 mil Teus. Em 2009, em razão da crise, o desempenho ficou em 730 mil Teus.
 
 
"O Brasil está crescendo a 7% ao ano. Há cinco, seis anos, não se estimava essa demanda de cargas", disse Araújo, sobre a perspectiva de resultados. "Mas é preciso que todos os vetores (de acesso ao porto) cresçam também", disse o executivo, referindo-se a ampliação de rodovias, ferrovias e utilização do sistema hidroviário para movimentação de contêineres.
 
 
Desde que iniciou as atividades em Santos, a Libra investiu R$ 640 milhões na operação portuária - tem a concessão ainda do T-33, T-34 e do T-35 - e movimentou 7,6 milhões de Teus. Mas para fazer frente ao volume projetado, quer mais. Pretende unificar os terminais, hoje separados por muros e pequenas áreas, e continuar investindo em equipamentos de última geração para ganhar escala na operação.
 
 
Conforme o Valor já havia adiantado, o projeto é denominado Libra-Santos e está orçado em R$ 550 milhões, sendo R$ 250 milhões somente em equipamentos que poderão operar as novas classes de navios previstas para aportar no Brasil, com mais de 7 mil Teus de capacidade.
 
 
Dois dos novos portêineres (equipamentos que fazem a movimentação entre o cais e a embarcação) já chegaram. Segundo Araújo, para o investimento no Libra-Santos já há funding estruturado e provavelmente a companhia também contará com recursos do BNDES. O desenho do terminal unificado já foi aprovado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e será encaminhado agora à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), responsável por dar o aval.
 
 
Com o aporte, a capacidade de movimentação da companhia em Santos dobrará, passando para 2 milhões de Teus por ano. A configuração futura da instalação terá área total de 240 mil metros quadrados (ante 170 mil metros quadrados atuais), cais contínuo de 1.400 metros de extensão (contra 1.140 metros de hoje) e berços de atracação com profundidade de 17 metros. Atualmente, o máximo são 13,30 metros. "Estamos batendo no teto. A expansão é muito importante", diz o diretor presidente da Libra Terminais, Gustavo Pecly. Mas a aprovação do plano depende da equação de um passivo financeiro entre a Codesp e a Libra.
 
 
Alegando que não recebeu o T-35 conforme as condições previstas no edital de licitação, a Libra passou a recolher as tarifas correspondentes em juízo. O presidente da autoridade portuária, José Roberto Serra, afirmou ao Valor que houve erros de parte a parte, e sabe que o montante a receber será menor do que se chegou a estimar, de R$ 1 bilhão em valores atualizados.
 
 
O caso está agora na Advocacia Geral da União (AGU), que definirá o valor a ser pago aos cofres da autoridade portuária. Mas ainda não há previsão para tanto.
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