Petrobras

Estatal quer fechar vendas de ativos em abril

A Petrobras define em abril um data room, sala virtual onde abre informações sobre seus ativos (reservas, produção esperada, qualidade do óleo, custos e outras), no Brasil e no exterior, para vendê-los. A afirmação foi dada hoje (5), pela presid

Redação/ Maria Fernanda Romero
05/02/2013 15:47
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A Petrobras define em abril um data room, sala virtual onde abre informações sobre seus ativos (reservas, produção esperada, qualidade do óleo, custos e outras), no Brasil e no exterior, para vendê-los. A afirmação foi dada hoje (5), pela presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, durante apresentação dos resultados financeiros e operacionais do 4º trimestre de 2012.

"Esperamos receber as propostas das empresas interessadas nos ativos em abril para analisar as melhores. A abertura do data-room é mais um instrumento para alavancar o plano", disse. Foster informou que a Petrobras pretende desinvestir em blocos de exploração em diversas áreas no Brasil e no exterior em regiões como o Golfo do México e África.
 
Ela comentou que os R$ 14,8 bilhões do programa de desinvestimento programados para 2012 não foram conseguidos na sua totalidade. “Não vamos vender os ativos a qualquer preço”, enfatizou. 

Sobre a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, a presidente da Petrobras disse que a refinaria não vai ser vendida ao preço de hoje, pois há sobra de refino. Segundo a executiva, há um projeto para recuperar a capacidade da refinaria a níveis competitivos de forma a valorizar o ativo e mantê-lo dentro do programa de desinvestimento da companhia.
 
 
Dívida
 
Foster informou que a dívida líquida da Petrobras, que em 2012 saltou 43% até R$ 147,817 bilhões, também se manterá elevada em 2013, uma vez que a companhia precisa manter suas captações para garantir os investimentos programados.
 
Após ter realizado em 2012 investimentos recordes no valor de R$ 84,137 bilhões, a Petrobras deve elevar os investimentos em 2013 até R$ 97,7 bilhões. "Para isso teremos que captar este ano R$ 20 bilhões, quase o mesmo nível que no ano passado", comentou.
 
A necessidade de elevar as captações em momentos em que a companhia gera menos recursos excedentes pela queda de seus lucros igualmente ameaça a classificação de risco dada pelas agências internacionais à empresa, admitiu Graça Foster.
 
"Evidentemente estamos atentos à percepção que as agências têm sobre a situação da Petrobras, mas acreditamos que poderemos manter a confiança", disse a executiva, ressaltando que as agências de risco levarão em conta que com a entrada de seis novas plataformas, a Petrobras terá assentado as bases para começar a elevar sua produção significativamente.
 
"Ninguém pode pôr em dúvida que a Petrobras dobrará de tamanho em uma década. Em 2020 produziremos 4,2 milhões de barris de petróleo diários no Brasil frente aos 1,98 milhões do ano passado", garantiu.
 

Capitalização

Na ocasião, Graça Foster descartou a possibilidade de uma nova capitalização na Petrobras: "A prioridade é ampliar as receitas da companhia. É nossa obrigação gerar o maior fluxo de caixa possível e não precisar ir a mercado buscar captação", concluiu.

A executiva disse que a estatal tem plena capacidade de cumprir seu programa de perfuração de poços e possui sondas suficientes para realizar ou confirmar descobertas de óleo e gás. Atualmente a Petrobras possui 40 sondas de perfuração, sendo 16 delas só para atender as reservas do pré-sal. Já foram perfurados 38 poços offshore no pós-sal, 19 no pré-sal e 51 poços onshore.
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