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Dessalgadoras ganham papel estratégico na modernização do refino brasileiro

Em um cenário de expansão da produção e busca por maior eficiência operacional, a indústria brasileira volta sua atenção para tecnologias capazes de renovar processos críticos e fortalecer a competitividade do setor.

Redação TN Petróleo/Assessoria FLUXO Soluções Integradas
04/07/2026 09:02
Dessalgadoras ganham papel estratégico na modernização do refino brasileiro Imagem: Divulgação Visualizações: 1180

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O crescimento da produção nacional de petróleo, impulsionado sobretudo pelos campos do pré-sal, tem ampliado o debate sobre a eficiência das etapas intermediárias da cadeia de óleo e gás. Entre elas está a dessalgação, isto é, o pré-tratamento do petróleo bruto antes de seu envio às unidades de refino.

Embora opere nos bastidores industriais, essa fase impacta o desempenho do sistema produtivo. A remoção de água, sais e contaminantes sólidos reduz corrosão, incrustação e falhas prematuras em equipamentos térmicos e mecânicos, com efeito direto sobre a estabilidade das operações de refino e a redução de paradas não programadas.

Na avaliação de Fábio André, CEO da FLUXO Soluções Integradas, esse tema acompanha um movimento mais amplo de revisão das condições operacionais da indústria no país.

"O contexto brasileiro do segmento de óleo e gás vive um momento de evolução técnica expressivo. Projetos recentes que desenvolvemos em plantas estratégicas, entre elas a Refinaria Duque de Caxias (REDUC) e a Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), refletem um esforço de atualização do parque nacional. A dessalgação está diretamente conectada a essa agenda, pois preserva a integridade dos ativos e eleva a performance geral das unidades", afirma.

Parte relevante das unidades dessalgadoras em operação no país foi instalada há cerca de cinco décadas, em um ambiente industrial voltado a perfis de óleo muito diferentes dos atuais e anterior às exigências contemporâneas de produtividade, disponibilidade e controle rigoroso de custos. Esse panorama reforça a necessidade de modernização das infraestruturas às características da produção nacional.

De acordo com Fábio André, a FLUXO passou a fabricar dessalgadoras no Brasil com tecnologia licenciada da NEET Process, companhia norte-americana especializada em sistemas de tratamento de petróleo. A produção local reduz a dependência de fornecimento externo, aproxima a engenharia das demandas locais e amplia a disponibilidade de suporte técnico.Para o executivo, a discussão sobre dessalgação está inserida em um processo de transformação industrial. “A evolução do setor não depende de uma única solução, mas da combinação de diferentes tecnologias capazes de aumentar a confiabilidade, a segurança e o desempenho das operações. Essa é uma tendência observada em diversos mercados e que também avança no Brasil”, ressalta.

Essa visão orientou a participação da FLUXO na Bahia Oil & Gas Energy deste ano, onde a empresa apresentou tecnologias voltadas a diferentes desafios da indústria, reforçando a aproximação entre soluções desenvolvidas internacionalmente e as demandas do mercado brasileiro.

À medida que a produção nacional cresce e as operações se tornam mais complexas, a incorporação de novas tecnologias no pré-tratamento do petróleo, na automação e no monitoramento operacional passa a integrar um mesmo desafio: preparar a infraestrutura existente para os próximos ciclos de crescimento da indústria brasileira de óleo e gás.
 

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