Relatório

Bain & Company lança Private Equity Report 2016 e mostra o desafio que foi a captação de recursos no Brasil

Redação/Assessoria
03/04/2017 09:58
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A Bain & Company, uma das principais consultorias estratégicas de negócios do mundo, acaba de lançar o Global Private Equity Report 2016, estudo que analisa os mercados de Private Equity de diversos países do globo.

De acordo com o material, o mercado brasileiro de Private Equity também foi bastante impactado pela deterioração do ambiente macroeconômico brasileiro e pela crise política gerada pelas investigações de corrupção na Petrobrás: o produto interno bruto nacional caiu 3,5%, o desemprego chegou à marca de 9% no último trimestre (contra 6,5% no mesmo trimestre do ano anterior), e o Real perdeu 47% de seu valor em comparação com a moeda norte-americana. Consequentemente, a rentabilidade dos negócios caiu acentuadamente e várias grandes companhias entraram em dificuldades financeiras, prova disso é que a bolsa de valores brasileira apresentou queda de 16% em Reais e de 50% em dólares norte-americanos.

Assim, 2015 foi um bom ano para investimentos, com várias empresas grandes à procura de capital. Os drivers foram um mercado de crédito muito mais restrito, nenhuma alternativa de IPO, a necessidade de reestruturação de alguns conglomerados e a tomada de consciência de muitos empresários sobre a importância de diversificar. Esse ambiente gerou 36 investimentos, que juntos totalizam US$4,1 bilhões. Alguns exemplos de empresas atrativas que receberam investimentos incluem a Rede D’Or e Fleury. Foram 16 operações de saída, que totalizaram US$ 4,2 bilhões, valendo ressaltar, além da venda da Rede D’Or pelo BTG Pactual, a venda da Tempo pela GP investimentos à Carlyle, da Nova Agri à Toyota e redução de participação na Smiles pela General Atlantic.

“O pano de fundo econômico nos leva a um ambiente de Private Equity com captação muito limitada de novos recursos, um ‘mercado para o comprador’ para investimentos e saída de investimentos restritos às vendas a compradores estratégicos ou a outros fundos de PE.

Os fundos continuam tentando aumentar seus investimentos em outros países da América Latina, apesar dos ventos contrários também nessas economias, em decorrência da queda dos preços das commodities. Esses países incluem México, Colômbia e Peru. Ofertas representativas nesses países incluem a venda de uma participação minoritária na LifeMiles (programa de passageiro frequente da Avianca) para o fundo de investimento da Advent e a compra da Hermes (empresa de gestão de caixa) pelo fundo Carlyle no Peru. Ainda assim maioria dos investidores globais ainda está comprometida com o Brasil, em função de suas perspectivas de crescimento em longo prazo: a recente abertura de escritórios no país pela CVC Equity Partners e pela CPPIB, além do investimento de US$1,7 bilhão da GIC na Rede D’Or são exemplos que suportam essa afirmação.

“Podemos esperar que 2016 seja um ano com ‘mais do mesmo’: mais um ano de recessão forte no Brasil, um mercado extremamente desafiador para captação de recursos e cada vez mais atraente para investir, e saídas limitadas, principalmente para compradores estratégicos e outros fundos de Private Equity. As oportunidades de investimento incluirão empresas que precisem reestruturar seus balanços, ativos relacionados com o segmento imobiliário, empresas de segmentos fragmentados e investimentos em empresas de capital aberto. A competição para investimentos nesses segmentos será um pouco menor no Brasil em comparação com anos anteriores, com expectativa de mais investimentos em outros países sul americanos (como a Argentina, por exemplo).” analisa Castellini.

 

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