A Wärtsilä, líder global no fornecimento de motores e prestação de serviços para navios e usinas termelétricas, registrou vendas líquidas de €4,2 bilhões em 2011. O total de encomendas recebidas foi de €4,5 bilhões de euros, um aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano passado.
No quarto trimestre de 2011, apesar das vendas líquidas terem diminuído 15%, para €1,24 bilhão, a entrada de pedidos aumentou 25%, chegando a €1,25 bilhão.
"O ano de 2011 começou muito bem, mas foi marcado pelos problemas financeiros na União Europeia e nos EUA. Apesar das condições difíceis de mercado, tivemos um bom desempenho. Estou especialmente satisfeito com o sólido aumento na entrada de pedidos e com a nossa capacidade em alcançar as metas de lucratividade apesar do menor volume de vendas”, explica Björn Rosengren, presidente e CEO da Wärtsilä Corporation. De acordo com ele, contribuíram para o resultado a eficiência na execução dos projetos e o controle de custos. “O atraso na entrega de algumas plantas termelétricas em função da crise fez as vendas líquidas recuarem um pouco mais do que o esperado, mas tivemos bons resultados no quarto trimestre, conquistamos novos contratos e alcançamos rentabilidade de 11,1%”, comemora. O resultado operacional alcançou € 469 milhões.
Para 2012, a Wärtsilä espera um crescimento de 5 a 10% nas vendas líquidas e um resultado operacional em torno de 10 a 11%. A expectativa leva em consideração o impacto da aquisição da empresa britânica de engenharia Hamworthy, efetivada no dia 31 de janeiro de 2012.
Navios especializados puxam demanda
No mercado naval, as tecnologias para redução de impactos ambientais devem ganhar destaque. A aquisição da Hamworthy contribuirá para a ampliação das capacidades da Wärtsilä nesse aspecto, além de fortalecer os serviços offshore e os projetos navais a gás.
Ao longo de 2011, a empresa teve um total de 1.192 embarcações contratadas e, apesar da diminuição de 49% em relação ao número de contratos do ano anterior, o nível de investimento na construção de novos navios é comparável ao de 2010, em grande parte devido à demanda por navios especializados. Embarcações utilizadas para exploração offshore tiveram uma demanda bastante expressiva, com 36 novos contratos de navios sonda em 2011.
A China respondeu por 44% das contratações em 2011 em termos de quantidade de navios, enquanto a Coréia do Sul ficou com 27%. Os estaleiros brasileiros contabilizaram um número significativo de encomendas de navios offshore, posicionando o país entre os cinco maiores construtores navais em 2011.
Para embarcações a GNL, a Wärtsilä registrou 50 contratos, sendo que a solução bicombustível foi a tecnologia mais procurada neste segmento.
A participação da empresa no mercado de motores navais de média rotação se manteve em 46%, assim como no final do trimestre anterior. Para motores de baixa rotação, a fatia da finlandesa aumentou para 22% - contra 18% no trimestre anterior. Já no mercado dos motores auxiliares, houve aumento de um ponto, para 4%.