Energia elétrica

Venda de distribuidoras da Eletrobras em 2017 enfrenta riscos, diz Moody's

Reuters, 22/02/2017
22/02/2017 13:48
Visualizações: 859

A estatal Eletrobras poderá enfrentar grandes desafios para cumprir sua meta de vender ainda neste ano seis distribuidoras de eletricidade que atuam no Norte e Nordeste do país, afirmou a agência de classificação de riscos Moody's em relatório sobre o plano de negócios da estatal para o período 2017-2021 divulgado nesta quarta-feira.

A Eletrobras, que no ano passado privatizou a distribuidora goiana Celg-D, assumiu o compromisso de deixar totalmente o segmento de distribuição até o final deste ano, além de promover outras vendas de ativos para reduzir dívidas, como imóveis e participações em usinas e linhas de energia.

"A privatização das distribuidoras também enfrenta riscos de execução devido a fundamentos econômicos desafiadores dessas concessões. Apesar do sucesso no leilão da Celg-D, em novembro de 2016, nós somos céticos quanto à licitação das outras seis distribuidoras até o final do ano", afirma a Moody's.

Essas empresas que a Eletrobras pretende vender atuam em Acre, Alagoas, Amazonas, Rondônia, Roraima e Piauí.

"Localizadas em regiões com economias menos robustas, essas companhias podem exigir investimentos significativos para melhorar a confiabilidade e a qualidade do serviço, o que gera incerteza para os potenciais interessados", diz a agência.

A Eletrobras pretende obter 4,6 bilhões de reais com vendas de ativos, e a Moody's estima que metade do valor poderia ser obtida neste ano e metade em 2018.

Apesar disso, a situação da elétrica deve começar a melhorar apenas no ano que vem, segundo a agência.

"Não esperamos mudanças materiais nas metas de crédito ao longo dos próximos 12 a 18 meses. A alavancagem vai provavelmente seguir alta em 2017, conforme os benefícios com economias de recursos devem ser mais visíveis a partir apenas de 2018 e depois", afirma o relatório.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Presidente da Petrobras defende exploração ativa e prevê...
25/09/26
Petroquímica
Referência mundial em sustentabilidade, I’m green™ bio-b...
25/09/26
ROG.e 2026
Escassez de engenheiros preocupa setores estratégicos e ...
25/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e 2026, Shell destaca parcerias, inovação e disci...
25/09/26
ROG.e 2026
Nikki Martin, presidente e CEO da EnerGeo Alliance falou...
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e OceanPact assinam acordo para expansão de...
25/09/26
ROG.e 2026
Shell destaca papel da capacitação para aproximar jovens...
25/09/26
Terminais
Ultracargo é reconhecida pelo quarto ano consecutivo com...
25/09/26
GNL
Edge e Governo do Rio Grande do Sul assinam Memorando de...
25/09/26
E&P
ANP contrata B3 para assessoria técnica às licitações de E&P
25/09/26
ROG.e 2026
Constellation é reconhecida pela Petrobras como a melhor...
24/09/26
ROG.e 2026
Lideranças apontam o Brasil como pilar de segurança ener...
24/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empres...
24/09/26
ROG.e 2026
Estudo da PPSA identifica boas práticas para apoiar deci...
24/09/26
ROG.e 2026
EAS participa da ROG.e 2026
24/09/26
ROG.e 2026
Mayekawa apresenta soluções para óleo, gás e energia na ...
24/09/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 reforça agenda de DE&I no setor de energia co...
24/09/26
ROG.e 2026
Programa Offshore do Futuro deve chegar a Sergipe para f...
24/09/26
ROG.e 2026
Shell Energy Brasil destaca oportunidade de ampliar inte...
24/09/26
ROG.e 2026
Oil States destaca integração entre engenharia, fabricaç...
24/09/26
PPSA
A parcela de petróleo da União foi de 328 mil barris por...
24/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25