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Usina de Vale e Thyssen marca reativação industrial do Rio

O Rio de Janeiro e o Brasil comemoram, nesta sexta-feira, a inauguração da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA). Trata-se de investimento de R$ 13 bilhões, do alemão ThyssenKrupp em associação com a brasileira Vale que, quando em plena opera

Monitor Mercantil
17/06/2010 06:22
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O Rio de Janeiro e o Brasil comemoram, nesta sexta-feira, a inauguração da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA). Trata-se de investimento de R$ 13 bilhões, do alemão ThyssenKrupp em associação com a brasileira Vale que, quando em plena operação irá gerar 3.700 empregos diretos. É a maior obra privada do país. As encomendas de equipamentos e serviços e a contratação indireta de pessoal já mostram seus reflexos.

 

Muitas empresas criaram escritórios ou se instalaram na cidade, para atender à nova demanda gerada por empreendimentos de vulto. A CSA começou com alguma polêmica, sobre a vinda de chineses para montar o alto-forno. Porém, eram pouco significantes, diante do número total de empregados, que superou 40 mil a certa altura. A produção anual será de 5 milhões de toneladas de placas de aço, a serem integralmente exportados para Estados Unidos e Europa. O moderno pier próprio da CSA poderá receber navios de 300 mil toneladas, após nova dragagem e, a cada ano, poderá atender a 130 navios. As emissões de gases dos altos-fornos não serão lançadas na atmosfera, mas reaproveitadas para gerar energia.

 

 

Todos sabem que a Alemanha sempre foi preocupada com o ambiente e ainda acentuou essa tendência com o seu Partido Verde integrando a coalização de governo.

 

 

A usina elétrica acionada pelos gases do aço irá gerar 490 megawatts, dos quais metade já está vendida para o sistema elétrico integrado nacional. Ninguém deseja agravar a poluição do país e do mundo. Mas, com 195 milhões de habitantes, o Brasil não pode viver de turismo ecológico e venda de artesanato. A produção de aço nacional é um importante gerador de empregos e divisas e iniciativas como a CSA contribuem para o bem-estar da nação. Ao lado do Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj), do Arco Rodoviário, de diversos estaleiros e terminais portuários, a CSA dá novas perspectivas de riqueza e emprego no estado, com reflexos positivos para a economia brasileira. Ao deixar de ser capital federal, em 1960, o Rio ficou atordoado, pois perdeu a máquina administrativa federal, viu bancos aqui fundados - do Brasil e Caixa Econômica - debandarem para o Planalto Central, sem vocação agrícola e apenas medianamente expressivo em indústria e comércio.

 

 

 

A fusão foi feita de cima para baixo, partindo de uma boa idéia com péssima execução. O petróleo surgiu como salvação do novo estado, embora agora ameaçado pelas emendas sobre royalties. E um conjunto de estaleiros, terminais, o pólo petroquímico, a possibilidade de chegada da Hyundai e empreendimentos como a CSA renovam o otimismo sobre um estado que não quer ser conhecido apenas por suas escolas de samba, mas se impor como centro comercial, industrial e financeiro relevante.

 

Fonte: Monitor Mercantil/Sérgio Barrto Motta

 


 

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