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Usiminas vai aumentar capacidade de geração de chapas grossas até 2012

Apesar de ter cancelado no último dia 13, a construção de uma nova usina no município de Santana do Paraíso, no Vale do Aço mineiro, a Usiminas pretende aumentar a capacidade de geração de aço para os próximos dois anos. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (24) pelo vice-presidente

Redação
24/11/2010 17:17
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Apesar de ter cancelado no último dia 13, a construção de uma nova usina no município de Santana do Paraíso, no Vale do Aço mineiro, a Usiminas pretende aumentar a capacidade de geração de aço para os próximos dois anos. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (24) pelo vice-presidente de negócios da Usiminas, Sergio Leite de Andrade, que manifestou grande interesse da empresa no setor naval. O executivo participou hoje de palestra no Naval Summit, evento que se encerra hoje no Rio e detalhou o projeto da fábrica de blocos navais.


Só no setor naval e de petróleo e gás, a Usiminas tem capacidade de gerar anualmente 4 milhões de toneladas de chapas grossas de aço, cerca de 60% da capacidade total de geração da empresa. "Para os próximos dois anos, estamos aumentando essa capacidade: mais 26% em chapas grossas e mais 74% em laminados quentes", disse Sergio Leite.


"No total estamos aumentando a geração de produtos em 36%, em termos de capacidade até 2012. Estamos investindo no período de 2007 a 2014, R$14 bilhões de reais em nossas unidades industriais, sem contar com os investimentos em mineração".


Ainda de acordo com Sergio, no setor siderúrgico, a empresa lançará no final de 2011 a nova linha de laminação quente, com capacidade de 2,3 milhões toneladas/ ano e investimento de R$ 2,5 milhões.


Na ocasião, o executivo apresentou aos participantes a nova linha de chapas grossas da empresa com foco nas demandas do pré-sal, que foram lançadas comercialmente na última semana. "A nova linha de aços chamada Sincron, desenvolvida pela Nippon Steel, tem capacidade de produção de 500 mil toneladas anuais de chapas grossas. A Usiminas é a primeira empresa licenciada para produzir este produto fora do Japão", informou.


Segundo ele, a empresa esta com essa linha de produtos em operação desde 31 de agosto. Dezenove produtos já foram desenvolvidos e estão em fase final de homologação e a Usiminas pretende fazer a primeira entrega comercial no segundo trimestre de 2011.


A participação da Usiminas no setor naval esta concentrada no atendimento aos estaleiros, via chapas (produto in natura). Mas a Usiminas Mecânica, braço do grupo de produtos de aços planos, presta também serviços de corte, panelização e estamos caminhando para construção de blocos navais. "Pretendemos aumentar ainda mais essa atuação (construção de blocos navais) no setor de naval", indicou o executivo.


Sergio comentou também que a Usiminas Mecânica tem interesse em participar da cadeia de blocos navais, inclusive a empresa esta tocando um projeto de fabricação de módulos e blocos navais para posteior aplicação em navios.


"Vamos situá-la (a fábrica) na usina de Cubatão, numa área de 2 mil m² com investimento de US$200 milhões, tendo capacidade de fabricar, no mínimo simultaneamente 18 módulos. E além disso, vamos gerar 1500 empregos diretos e mais 3000 indiretos só nesta nesta fase", apontou.


O executivo lembrou também do lançamento da pedra fundamental do Centro de Pesquisa e Inovação da empresa, no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ), realizado no último dia 9. O investimento na construção, que começará a ser feito em 2011, é de entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões, cerca de dois terços do que a Usiminas destinou a inovação e pesquisa este ano. O novo centro terá o objetivo de desenvolver produtos e tecnologias para atender as demandas da exploração de petróleo da camada pré-sal.

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