Energia elétrica

Térmicas em Manaus deixam de receber óleo e podem parar em 8 dias

Abastecimento interrompido.

Valor Econômico
04/08/2014 09:51
Visualizações: 818

 

O abastecimento de energia elétrica em Manaus (AM), bem como em todos os sistemas isolados da região Norte, continua incerto. De acordo com fontes ouvidas pelo Valor, ainda persiste o impasse entre termelétricas a óleo, que geram a energia utilizada nesses municípios, e a BR Distribuidora, braço da Petrobras.
A petrolífera já havia notificado as usinas que, a partir do dia 1º de agosto, só iria fornecer o combustível se recebesse o pagamento à vista, em razão dos sucessivos atrasos. De acordo com pessoas a par da situação em Manaus, o abastecimento, de fato, foi interrompido na sexta-feira.
Muitas usinas possuem estoques para continuar gerando eletricidade. Mas essas reservas devem durar, no máximo, por mais oito dias, disse um executivo. Há informações de que algumas térmicas poderiam ficar sem o combustível no sábado. 
Representantes da Amazonas Energia, que pertence ao grupo Eletrobras, continuam buscando uma saída com a Petrobras e as negociações devem avançar durante o fim de semana. No entanto, há expectativas de que um acordo seja fechado na segunda-feira, quando se espera que o Tesouro Nacional libere recursos para saldar as dívidas das termelétricas.
Como Manaus e muitos municípios na região Norte ainda precisam ser abastecidos por unidades de geração isoladas, por não estarem ainda interligados à rede nacional (SIN), a aquisição do óleo combustível utilizado pelas termelétricas teria de ser paga com recursos da Conta de Consumo de Combustível (CCC). O encargo, que antes era cobrado dos consumidores finais, hoje é subsidiado pelo Tesouro Nacional.
Em 2012, o governo federal decidiu retirar a CCC da conta de luz para chegar a uma redução de 20% as tarifas de energia.
No entanto, segundo fontes do setor, a BR Distribuidora não vem recebendo os repasses da CCC já há algum tempo. Estima-se que só com a Amazonas Energia a dívida alcance R$ 3,5 bilhões.
O consumo de energia em Manaus é de 900 MW médios aproximadamente. Deste total, calcula uma fonte, 650 MW médios ainda são fornecidos por termelétricas, que geram a energia localmente. Além das oito térmicas da Amazonas Energia, outras cinco usinas independentes fornecem cerca 300 MW. Com essas unidades, a dívida acumulada com a BR Distribuidora já atinge cerca de R$ 100 milhões.
A hidrelétrica de Balbina entrega apenas 150 MW médios para a capital do Amazonas. Apesar de Manaus ter sido interligada à rede elétrica nacional pelo linhão de Tucuruí no ano passado, esse sistema só consegue fornecer atualmente 100 MW médios. Isso porque as subestações que deveriam ter sido feitas não foram concluídas.

O abastecimento de energia elétrica em Manaus (AM), bem como em todos os sistemas isolados da região Norte, continua incerto. De acordo com fontes ouvidas pelo Valor, ainda persiste o impasse entre termelétricas a óleo, que geram a energia utilizada nesses municípios, e a BR Distribuidora, braço da Petrobras.

A petrolífera já havia notificado as usinas que, a partir do dia 1º de agosto, só iria fornecer o combustível se recebesse o pagamento à vista, em razão dos sucessivos atrasos. De acordo com pessoas a par da situação em Manaus, o abastecimento, de fato, foi interrompido na sexta-feira.

Muitas usinas possuem estoques para continuar gerando eletricidade. Mas essas reservas devem durar, no máximo, por mais oito dias, disse um executivo. Há informações de que algumas térmicas poderiam ficar sem o combustível no sábado. 

Representantes da Amazonas Energia, que pertence ao grupo Eletrobras, continuam buscando uma saída com a Petrobras e as negociações devem avançar durante o fim de semana. No entanto, há expectativas de que um acordo seja fechado na segunda-feira, quando se espera que o Tesouro Nacional libere recursos para saldar as dívidas das termelétricas.

Como Manaus e muitos municípios na região Norte ainda precisam ser abastecidos por unidades de geração isoladas, por não estarem ainda interligados à rede nacional (SIN), a aquisição do óleo combustível utilizado pelas termelétricas teria de ser paga com recursos da Conta de Consumo de Combustível (CCC). O encargo, que antes era cobrado dos consumidores finais, hoje é subsidiado pelo Tesouro Nacional.
Em 2012, o governo federal decidiu retirar a CCC da conta de luz para chegar a uma redução de 20% as tarifas de energia.

No entanto, segundo fontes do setor, a BR Distribuidora não vem recebendo os repasses da CCC já há algum tempo. Estima-se que só com a Amazonas Energia a dívida alcance R$ 3,5 bilhões.

O consumo de energia em Manaus é de 900 MW médios aproximadamente. Deste total, calcula uma fonte, 650 MW médios ainda são fornecidos por termelétricas, que geram a energia localmente. Além das oito térmicas da Amazonas Energia, outras cinco usinas independentes fornecem cerca 300 MW. Com essas unidades, a dívida acumulada com a BR Distribuidora já atinge cerca de R$ 100 milhões.

A hidrelétrica de Balbina entrega apenas 150 MW médios para a capital do Amazonas. Apesar de Manaus ter sido interligada à rede elétrica nacional pelo linhão de Tucuruí no ano passado, esse sistema só consegue fornecer atualmente 100 MW médios. Isso porque as subestações que deveriam ter sido feitas não foram concluídas.

 

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