Mercado

Só Brasil perde na Argentina entre maiores exportadores

Informações são da CNI.

Valor Econômico
18/03/2013 10:18
Visualizações: 1211

 

A queda nas exportações para a Argentina e no superávit comercial com o país foi maior para o Brasil que para todas as outras nações que têm forte comércio com os argentinos. As importações argentinas de produtos brasileiros diminuíram 18% em relação a 2012 e o saldo comercial, 65%, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com dados da consultoria argentina Abeceb.com.
Entre os cinco maiores sócios comerciais da Argentina, todos os outros tiveram melhoria em seu saldo - de 52% para a Alemanha, 29% para os EUA e 14% para a China. A Argentina, enquanto reduzia compras do Brasil, aumentou em 160% as da Holanda, 9% as dos EUA, 7% as do Japão e 2% as da Alemanha. Só as exportações provenientes do Canadá tiveram um tombo proporcionalmente semelhante ao do Brasil.
O aumento das compras de energia elétrica - 20% do total de importações vindas do país vizinho - e os altos e baixos dos influentes mercados de automóveis e bens de capital explicam boa parte do mau desempenho do Brasil. A magnitude das quedas, porém, levanta desconfiança de excesso de proteção.
Empresários brasileiros se queixam de que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que atravessar as alfândegas platinas com certas mercadorias. Em 2004, menos de 4% das vendas brasileiras à Argentina sofriam algum tipo de restrição. Em 2008, eram 13% e em 2011, 20%. Em 2012, chegou-se ao inferno dos 100%, com a imposição de um verdadeiro purgatório burocrático.
Nos preparativos para o encontro marcado entre presidentes, que foi adiado após a morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, as autoridades brasileiras pediram que a Argentina eliminasse, pelo menos para sócios do Mercosul, a famigerada Declaração Juramentada Antecipada de Informações, exigida de todos os produtos que cruzam a fronteira. Os negociadores argentinos lavaram as mãos.

A queda nas exportações para a Argentina e no superávit comercial com o país foi maior para o Brasil que para todas as outras nações que têm forte comércio com os argentinos. As importações argentinas de produtos brasileiros diminuíram 18% em relação a 2012 e o saldo comercial, 65%, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com dados da consultoria argentina Abeceb.com.


Entre os cinco maiores sócios comerciais da Argentina, todos os outros tiveram melhoria em seu saldo - de 52% para a Alemanha, 29% para os EUA e 14% para a China. A Argentina, enquanto reduzia compras do Brasil, aumentou em 160% as da Holanda, 9% as dos EUA, 7% as do Japão e 2% as da Alemanha. Só as exportações provenientes do Canadá tiveram um tombo proporcionalmente semelhante ao do Brasil.
O aumento das compras de energia elétrica - 20% do total de importações vindas do país vizinho - e os altos e baixos dos influentes mercados de automóveis e bens de capital explicam boa parte do mau desempenho do Brasil. A magnitude das quedas, porém, levanta desconfiança de excesso de proteção.


Empresários brasileiros se queixam de que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que atravessar as alfândegas platinas com certas mercadorias. Em 2004, menos de 4% das vendas brasileiras à Argentina sofriam algum tipo de restrição. Em 2008, eram 13% e em 2011, 20%. Em 2012, chegou-se ao inferno dos 100%, com a imposição de um verdadeiro purgatório burocrático.


Nos preparativos para o encontro marcado entre presidentes, que foi adiado após a morte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, as autoridades brasileiras pediram que a Argentina eliminasse, pelo menos para sócios do Mercosul, a famigerada Declaração Juramentada Antecipada de Informações, exigida de todos os produtos que cruzam a fronteira. Os negociadores argentinos lavaram as mãos.

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