Rio Grande do Sul

Professor da Furg(RS) crê que polo naval pode gerar US$ 26 bi

Os setores mais intimamente ligados à atividade naval (siderurgia, metalmecânico, material elétrico e eletrônico, madeira e mobiliário, químicos e transportes) poderão gerar, de 2010 a 2024, cerca de US$ 26 bilhões em termos de bens e servi&ccedi

Jornal do Commercio - RS
24/11/2009 07:11
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Os setores mais intimamente ligados à atividade naval (siderurgia, metalmecânico, material elétrico e eletrônico, madeira e mobiliário, químicos e transportes) poderão gerar, de 2010 a 2024, cerca de US$ 26 bilhões em termos de bens e serviços com o polo naval de Rio Grande. Segundo o professor de economia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) Flavio Tosi Feijó, ainda existe a perspectiva da criação de mais de 700 mil empregos diretos e indiretos, através do efeito multiplicador da economia do Rio Grande do Sul.

Feijó ressalta que o impacto indireto se dará mais na Região Metropolitana de Porto Alegre e de Caxias do Sul. Isso devido à concentração de empresas do segmento metalmecânico e de indústrias químicas e eletroeletrônicas nessas localidades. "Mas esperamos que ocorra uma integração regional por parte dessas companhias", diz o professor. Ou seja, a tendência é de que empresas gaúchas que não se encontram em Rio Grande hoje mantenham negócios ou instalem unidades no município futuramente.

Feijó lembra que Rio Grande já teve uma pequena experiência do que pode representar o polo naval com as implantações da plataforma P-53 e do dique seco da WTorre. O professor destaca que esses empreendimentos implicaram reflexos positivos e negativos para a cidade. Entre os problemas estão falta de leitos hospitalares dificuldades logísticas e inflação de preços, especialmente, no setor imobiliário. Em contrapartida, o número de empregos formais cresceu (cerca de 31 mil em 2008) e houve o aquecimento da indústria química e da construção civil.

A expectativa de Feijó é que pelo menos 13 plataformas de petróleo sejam construídas em Rio Grande até 2024. Somadas às encomendas da Petrobras, o professor espera que a petrolífera venezuelana PDVSA utilize os serviços do polo naval gaúcho. Além do dique seco, ainda existe a perspectiva da instalação, por parte da Wilson, Sons, de um estaleiro para a construção de embarcações de apoio marítimo.

Feijó adverte que, no médio e longo prazo, deve-se buscar a fabricação de navios em geral, pois a especialização pode se revelar uma armadilha. O professor realizou ontem, na Pucrs, a palestra "Impactos do Polo Naval de Rio Grande no emprego e na renda da economia gaúcha".

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