Combustíveis

Etanol gera economia superior a R$ 2,5 bilhões em março e ajuda a conter impacto da alta da gasolina

Biocombustível se manteve estável enquanto gasolina subiu nas bombas, reduzindo custos ao consumidor e necessidade de importações.

Redação TN Petróleo/Assessoria Unica
14/04/2026 12:27
Etanol gera economia superior a R$ 2,5 bilhões em março e ajuda a conter impacto da alta da gasolina Imagem: Divulgação Visualizações: 1582

Em meio à volatilidade do petróleo no mercado internacional, o etanol atuou como um importante amortecedor de preços no Brasil em março. Enquanto a gasolina subiu nas bombas, o biocombustível se manteve estável, protegendo o consumidor e gerando uma economia estimada superior a R$ 2,5 bilhões no período.

Desde o início de março, a gasolina acompanhou a escalada do petróleo, passando de R$ 6,30 para R$ 6,78 por litro. No mesmo período, o etanol hidratado variou de R$ 4,61 para R$ 4,70 por litro, mantendo-se competitivo. A paridade entre os combustíveis ficou em 69,3% na primeira semana de abril, abaixo do limiar técnico de 73%, o que reforça a vantagem econômica do etanol para o consumidor.

O comportamento distinto dos dois combustíveis reflete fatores estruturais. Enquanto a gasolina foi pressionada por elementos da cadeia mesmo com o preço da refinaria estável, o etanol permaneceu ancorado na safra doméstica e na expectativa de produção recorde em 2026. No produtor, o preço do biocombustível recuou ao longo de março, passando de R$ 2,94 para R$ 2,89 por litro em São Paulo.

Além de conter preços, o etanol também reduziu a necessidade de importação de gasolina. Sem a oferta do biocombustível, o Brasil teria que importar cerca de 2,3 bilhões de litros apenas em março, o que representaria um custo adicional superior a R$ 2,2 bilhões ao País.

Somando a economia direta nas bombas e o custo evitado com importações mais caras, o impacto total ultrapassa R$ 2,5 bilhões no mês.

Na avaliação da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA), esse desempenho é resultado de uma combinação de fatores estruturais e políticas públicas adotadas ao longo das últimas décadas, como a ampliação da mistura obrigatória de etanol na gasolina, o programa Combustível do Futuro, o MOVER e o fortalecimento do RenovaBio.

De acordo com o presidente-executivo da UNICA, Evandro Gussi, essas iniciativas permitiram ao setor chegar a 2026 com capacidade produtiva ampliada e uma safra recorde em curso. "O consumidor brasileiro foi protegido em março porque há décadas o país faz escolhas estratégicas em sua política energética. O etanol não acompanhou a alta da gasolina — e isso é resultado de políticas públicas consistentes e de uma cadeia produtiva robusta, preparada para momentos de maior volatilidade internacional", afirma Gussi.

SOBRE A UNICA - A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) representa as principais empresas produtoras de açúcar, etanol e bioenergia do Brasil, com foco na região Centro-Sul. O setor sucroenergético brasileiro produz mais de 30 bilhões de litros de etanol por ano e tem participação relevante na matriz de combustíveis leves do país.

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