Oferta Permanente
Redação TN Petróleo/Assessoria PPSA
A PPSA (Pré-Sal Petróleo) passará a gerir 36 contratos sob o regime de partilha da produção após resultado do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP), realizado nesta quarta-feira (7), pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Rio de Janeiro. Na rodada, foram arrematados sete dos 13 blocos ofertados nas Bacias de Campos e de Santos. Atualmente, a PPSA é responsável pela gestão de 29 contratos de partilha.
Para o Diretor-Presidente da PPSA, Luis Fernando Paroli (foto), o resultado confirma o interesse das empresas pelo potencial do pré-sal e mostra uma nova etapa de desenvolvimento da região.
"Foi um resultado muito positivo e um recorde para a partilha. Nunca tivemos sete áreas arrematadas em um mesmo ciclo. No leilão anterior foram cinco e, agora, chegamos a sete, com ágios muito expressivos. Nossa avaliação é de que o leilão foi um grande sucesso", afirmou.
A rodada também foi marcada pela entrada da PRIO no regime de partilha da produção. A companhia arrematou integralmente os blocos Magnetita e Hematita, na Bacia de Campos. Segundo Paroli, a chegada de novos operadores amplia a diversidade do mercado e cria oportunidades de investimento no país.
"O perfil das áreas hoje ofertadas também mostra uma transformação na dinâmica de desenvolvimento do pré-sal. Depois da descoberta e da implantação dos grandes projetos, novas oportunidades, em áreas menores, podem ser viabilizadas por estarem próximas a campos já em produção, inclusive por meio de projetos de tie-back, que conectam um novo campo a uma plataforma já em operação", explica.
Além da PRIO, cinco empresas que já atuam no regime de partilha arremataram blocos no leilão. CNOOC e Sinopec voltaram a adquirir uma área em conjunto, o bloco Jade, com participações de 70% e 30%, respectivamente. A Petrobras adquiriu Azurita e Cruzeiro do Sul. A Equinor arrematou Rubi e, em parceria com a Galp, adquiriu Rodocrosita.
Todos os sete blocos arrematados receberam ofertas de excedente em óleo para a União superiores aos percentuais mínimos previstos no edital. O ágio médio foi de 108,38%. E o maior ágio foi registrado no bloco Rodocrosita, com 494,64%.
Os bônus de assinatura dos sete blocos somam R$ 530,5 milhões, enquanto os investimentos mínimos previstos apenas para a fase de exploração alcançam R$ 778,4 milhões.
No regime de partilha da produção, parte do petróleo e do gás produzidos é destinada à União. Nos leilões, vence a disputa pela área a empresa ou consórcio que oferece o maior percentual de excedente em óleo para a União, a partir de um percentual mínimo definido previamente no edital.
Fale Conosco
25