Mercado

Preço do petróleo cai devido ao pedido saudita de aumento da produção

Reuters
14/03/2005 00:00
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Os preços do petróleo baixaram nesta segunda-feira (14/03) devido ao pedido da Arábia Saudita ao países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para que aumentem a produção em aproximadamente 500 mil barris por dia para segurara a subida dos custos globais com energia.
O petróleo leve norte-americano caiu 73 centavos para a US$ 53,7 o barril. O preço na última semana atingiu os US$ 55,65 de pico, apenas dois centavos menos do que a alta recorde, em outubro, quando o barril chegou a US$ 55,67.
O ministro saudita do petrólo Ali Naimi disse que a Opep deveria aumentar seu teto de produção para 27 milhões de bpd durante o encontro na quarta-feira, no Irã.
"A Arábia Saudita é da opinião que o teto de produção da Opep deveria ser ajustado em 500 mil bpd durante o próximo encontro ministerial", disse Naimi em um comunicado.
A Arábia Saudita, o maior exportador do mundo, espera aumentar a produção novamente durante o ato para equilibrar o crescimento da demanda global, informou Naimi.
A proposta é a primeira indicação do que a Arábia Saudita, maior produtor da Opep, quer fazer no encontro do Irã.
"Isso vem como uma surpresa que eles viriam para a rua falar isso agora", disse Helen Henton, chefe de pesquisa de commodities do Standard Chartered Bank.
"Mas isso não é mau, se voce analisar as previsões de crescimento da demanda durante o anto. Eles precisam que os estoques aumenta no segundo e terceiro trimestres. Se isso acontecer nós vamos ver uma correção dos preços para uma média de US$ 40", disse ela.
O presidente da Opep e o ministro do Petróleo do Kwait Sheikh Amad al-Fahd al-Sabah também disseram nesta quarta-feira que ele não poderiam impor um aumento de produção ao grupo no encontro.
Mas alguns membros, como Irã, Qatar, Venezuela, Argélia e Indonésia have afirmaram que querem manter a produção por enquanto.
Como a mudança de estação, o consumo de combustível tende a reduzir-se no Hemisfério Norte, eles questionam que os suprimentos são mais que suficientes para atender a demanda.
"Nós temos óleo suficiente no mercado," disse o ministro do petróleo iraniano, Bijan Zanganeh a repórteres em Isfahan.  
A produção da Opep atingiu a maior alta em 25 anos no mês de setembro do último ano, mais de 30 milhões de bpd, quando o grupo bombeou próximo ao máximo da capacidade para segurar o recorde de preços.
A pesquisa da Reuters para de fevereiro mostrou que os 10 membros da Opep, excluindo o Iraque estavam bombeando 600 mil bpd acima da quota limite de 27 milhões de barris diários.

Reservas Chinesas - O mercado despertou com a notícia de que a China vai usar suas reservas estrangeiras para comprar petróleo a reserva estratégica planejada do país.
A demanda por reservas vai chegar ao topo do atual forte crescimento do consumo pela rápida expansão econômica da China.
Os dez milhões de barris armazenados na cidade de Ningdo, na costa leste da China, estarão prontos para uso em agosto. Outros 140 milhões de barris estocados estão poderão ser usados em três ou cinco anos.
A Agência Internacional de Energia (IEA) informou na sexta-feira que a demanda global vai crescer mais rapidamente do que o esperado este ano, impulsionada pelo frio tardio no Hemisfério Norte e pelo robusto crescimento dos Estados Unidos e da China.
A base de Paris da IEA revisou para cima suas previsões de aumento de demanda para 2005, de 290 mil bpd para 1,81 milhão de bpd para o consumo anual de 84,3 milhões bpd.
A pesquisa de rápido cresicmento da demanda e alterações nas previsões de suprimento restringiu o suprimento de petróleo este ano, ajudando os preços da voltarem a atingir os recordes vistos no final de 2004.
Enquanto as informações sobre reservas dos Estados Unidos se mostraram nos níveis mais altos nos últimos oito meses, especuladores apostam que os preços do petróleo ainda vão subir durante o verão e mesmo depois da estação.

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