Mercado

Petróleo volta a subir e passa de US$ 55 nos EUA

Valor Econômico/ag.
09/03/2005 00:00
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Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte alta nesta terça-feira (08/03), depois de atingirem o preço de US$ 55 o barril em Nova York, por conta da onda de frio no nordeste dos Estados Unidos.
Em Nova York, o WTI com entrega para abril terminou o dia cotado a US$ 54,59, com valorização de 71 centavos de dólar, após atingirem US$ 55,15 o barril na máxima do dia. Uma alta de 1,30% no dia. O óleo para aquecimento encerrou a US$ 1,5250 o galão, avanço de 4 centavos de dólar.
Em Londres, o tipo Brent subiu 74 centavos de dólar, para US$ 52,83 por barril, tendo ao longo da sessão batido em US$ 53,30. A alta do dia foi de 1,44%.
Apesar da recente alta, as cotações do petróleo estão abaixo do recorde histórico atingido no ano passado. Tomando como base sempre o primeiro contrato do dia, o barril do tipo Brent atingiu US$ 55,37 no dia 26 de outubro de 2004. O WTI comercializado em Nova York atingiu a máxima histórica de US$ 56,63 o barril nos dias 22 e 26 de outubro do ano passado.
A alta nos dois lados do Atlântico ocorre em meio a crescente conversas entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de que o cartel não deve elevar, na reunião do dia 16 próximo, a produção para segurar os preços.
O ministro iraniano do Petróleo, Bijan Zanganeh, foi o último a dizer que a Opep tem pouco espaço para manobras antes da reunião do cartel, na próxima quarta-feira, para discutir a produção dos países-membros.
Vários ministros da Opep vêem o mercado bem abastecido e provavelmente manterão as cotas de produção na reunião no Irã na próxima semana.
Argélia, Catar e Venezuela disseram que não existe necessidade de elevar a oferta, depois de a Nigéria afirmar que a medida serviria para reduzir os altos preços.
"As mudanças que ocorrem no mercado de petróleo e as alterações estruturais fazem com que os preços de agora sejam justos para os países produtores e acredito que existe um consenso na Opep em manter as cotações neste nível", ressaltou ministro de Energia da Venezuela, Rafael Ramírez.

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