Mercado

Petróleo fecha em recorde histórico de U$ 42,90

Global Invest
29/07/2004 00:00
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A cotação do petróleo WTI voltou a bater novos recordes fechando a U$ 42,90/barril nesta quarta-feira (28/07) em Nova York. A alta acumulada é de 5,72% em sete dias, refletindo uma ansiedade descontrolada do mercado em relação ao abastecimento mundial de petróleo.
Os atuais fatores influenciando o mercado internacional da commodity são: 1) reservas de petróleo e gasolina dos Estados Unidos, 2) incertezas das operações da Yukos, 3) incapacidade de novos aumentos de produção pela OPEP, e 4) atentados terroristas no Oriente Médio.
O relatório semanal do Departamento de Informação de Energia dos Estados Unidos foi divulgado ontem indicando que um leve aumento das reservas americanas de petróleo no país em relação à semana anterior, porém abaixo da expectativa do mercado. O relatório também indicou uma diminuição acima do esperado dos estoques de gasolina dos Estados Unidos, além de ter havido um aumento das importações de óleo. Esses dados assustaram o mercado, uma vez que o mês crítico das férias de verão dos Estados Unidos (época do ano quando aumenta significativamente o consumo de gasolina) é agosto. Assim, as notícias não são nada animadoras,considerando que as reservas de gasolina dos Estados Unidos não estão adequadas para enfrentar o possível
aumento da demanda no próximo mês.
Outro fator de grande relevância nas atuais cotações do petróleo é a situação da Yukos (maior petrolífera russa responsável por 20% da produção do país), que já apresenta rupturas em suas exportações originadas pelo congelamento de suas contas bancárias pelo governo russo. A petrolífera está sinalizando sua falência já nas próximas semanas, caso o bloqueio de suas contas continue. O mercado enxerga esta situação como um fator de extremo pessimismo no abastecimento mundial de petróleo, isto porque a Rússia (segundo país de maior produção mundial de petróleo atrás da Arábia Saudita) era vista como segurança no âmbito de exportação de petróleo diante dos constantes atentados no Oriente Médio.
O fator de baixa que pode vir a ocorrer é a efetivação do aumento de produção de 500.000 barris de petróleo a partir do dia 1º de agosto. Contudo, acredita-se que o aumento já está embutido nos atuais preços,e não trará um movimento de baixa. Além disto, o mercado está pessimista em relação ao papel da OPEP em conter os aumentos do petróleo, pois é sabido que os países componentes do cartel já estão no limite de produção, e não poderão anunciar novos aumentos significativos. Adicionado a esta limitação está o medo de novos atentados no Oriente Médio, o que diminuiria a atual produção e escoamento do petróleo.
Desta forma, continuamos mantendo nossa posição de que a força de baixa somente virá no início de setembro, quando o período crítico consumo nos Estados Unidos já tenha passado.

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