Preços

Petróleo dispara e bolsa recua

Jornal do Brasil / A
15/10/2004 00:00
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O barril de petróleo voltou nesta quinta-feira (14/10) a bater o recorde de fechamento ao encerrar o dia cotado a US$ 54,76 em Nova York, US$ 1,12 mais caro que na quarta-feira. Durante a sessão, o barril para entrega em novembro atingiu US$ 54,88.
Mais uma vez, a pressão sobre a commodity veio dos temores sobre o estoque americano de destilados de petróleo a poucos meses do inverno, quando dispara o consumo de óleo para calefação.
De acordo com o Departamento de Energia dos Estados Unidos, o nível atual dos estoques de destilados de petróleo está 8% abaixo do mesmo período do ano passado. Na última semana, as reservas perderam 2,5 milhões de barris
- O mercado focou realmente nos produtos destilados e a baixa das reservas foi de grande magnitude - explica Seth Kleinman, analista da PFC Energy.
Ainda ontem, o presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Purnomo Yusgiantoro, afirmou que as cotações nos mercados internacionais devem continuar subindo até o final do mês devido à alta demanda, principalmente na China e EUA.
No Brasil, a alta do petróleo voltou a derrubar a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e a pressionar o câmbio. A Bovespa encerrou o pregão de ontem em queda de 1,42%, com 22.959 pontos e volume de R$ 1,4 bilhão. A alta da gasolina anunciada pela Petrobras não ajudou o desempenho das ações da estatal. Os papéis PN da empresa recuaram 0,75%, enquanto os títulos ON caíram 0,62%.
E o dia de más notícias para a bolsa paulista teve ainda o resultado negativo dos investimentos estrangeiros em outubro. Até o dia 8, foram retirados da Bovespa R$ 627,7 milhões. Com isso, pela primeira vez em 2004 o acumulado do ano ficou negativo, pela primeira vez em 2004, em R$ 90,5 milhões.
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou na maior alta percentual desde 31 de maio, 1,16%, cotado a R$ 2,871 para compra e R$ 2,873 para venda.

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