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Petrobras volta a explorar na Líbia

A Petrobras assinou contrato com a estatal líbia, National Oil Corporation (NOC), que assegura direitos exploratórios por até 20 anos em quatro blocos no Mar Mediterrâneo. A estatal brasileira volta a atuar na Líbia depois de 11 anos de sua saída, no ínicio dos anos 90. O compromisso de inves

Redação
16/03/2005 00:00
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A Petrobras assinou contrato com a estatal líbia, National Oil Corporation (NOC), que assegura direitos exploratórios de óleo e gás e de partilha de produção da Área 18 da seção líbia do Mar Mediterrâneo. O contrato, assinado em Trípole, marca a volta da Petrobras às atividades exploratórias naquele país, após 11 anos.
A estatal brasileira atuou na Líbia desde os anos 70 até o início do 90. A nova área concedida é composta por quatro blocos, em águas de 200 a 700 metros de profundidade e com uma extensão total de 10.307 quilômetros quadrados. A região está próxima a outras áreas em produção e oferece boas perspectivas de descobertas.
Segundo o informe da Petrobras, a alavancagem da sua atuação internacional, teve o apoio da participação do Ministério das Relações Exteriores do Governo Brasileiro, nas visitas  precursoras da assinatura do contrato e de aproximação diplomática com as autoridades líbias para a concretização do novo negócio.
A Petrobras obteve a concessão após vencer, em 29 de janeiro, a primeira rodada de licitações promovida pela estatal líbia após mais de 20 anos de fechamento às companhias internacionais. O Gerente Executivo de Desenvolvimento de Negócios da Área Internacional,  Luis Carlos Moreira, assinou o contrato em nome da Petrobras, e o dirigente Abdulla
ElBadri representou a NOC. O Gerente Executivo da Área Internacional para as Américas, África e Eurásia, João Figueira, participou da solenidade de assinatura em Trípoli.

Petrobras Operadora - Nessa volta ao Norte da África, a Petrobras detém 70% de participação como líder de um consórcio com a empresa Oil Search Limited (OSL), de Papua, Nova Guiné, e atuará como operadora. O contrato prevê, para a fase exploratória, um período de cinco anos que, em caso de descoberta, poderá ser prorrogado por mais 20 anos, já então com os direitos de produção compartilhados com a NOC.
Na fase exploratória, o contrato estabelece um compromisso de investimento mínimo de US$ 21 milhões e a obrigação de perfurar um poço, além de efetuar levantamentos sísmicos 2D (duas dimensões) e 3D (três dimensões).
A Área 18 oferece perspectivas de descobertas considerando que, na sua parte oeste, já estão em produção campos gigantes de óleo e gás, como os de Bouri, Al-Jurf e Bahr Essalam. Além disso, está cercada de vários blocos  onde se registraram descobertas importantes nos últimos anos, que ainda não foram desenvolvidas (poços G1-NC35A, C1-NC35A e E1-NC41).
"A volta à Líbia está alinhada ao Plano Estratégico 2015 da Petrobras, que estabelece a busca de forte crescimento internacional em áreas-foco, entre elas as de águas profundas e ultraprofundas da costa do continente africano, onde a companhia já atua em três outros países: Nigéria e Angola (na parte oeste), e Tanzânia (a leste)", se lê no comunicado.

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