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Valor Online
A Petrobras mantém seus planos de fazer uma oferta primária de ações até julho, disse nesta quarta o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, que participa do seminário “Invest em Rio”, em Nova York, organizado pelo Valor Econômico e The Wall Street Journal. “Não mudamos nossos planos”, afirmou. “Ainda há tempo para fazer a oferta de ações."
Nas últimas semanas, surgiram especulações de que a Petrobras teria que encontrar formas alternativas para bancar os seus projetos de investimentos ligados à descoberta de petróleo do pré-sal, como tomar empréstimos ou vender ativos no exterior.
Segundo ele, a expectativa é que o Senado aprove até o início de maio o projeto de capitalização da companhia. Se houver modificações na proposta, ela terá que voltar à Câmara, o que poderia demandar outros 10 dias. A capitalização, disse Barbassa, deverá estar concluída até fins de maio, permitindo que a oferta de ações seja estruturada logo em seguida.
“Há tempo para concluir a oferta de ações até fins de julho, quando o mercado financeiro entra em recesso”, disse , referindo-se à queda do volume de negócios que normalmente ocorre nas férias de agosto no Hemisfério Norte.
O mercado financeiro especula que a oferta poderá chegar a US$ 25 bilhões, mas Barbassa afirma que o tamanho da operação não está ainda definido. O valor vai depender, em primeiro lugar, da avaliação das reservas de petróleo que o governo pretende usar para capitalizar a empresa, já que a oferta aos minoritários guarda proporção com o aporte do controlador. O segundo fator, afirma, são as condições de mercado.
Barbassa disse que a empresa não precisa de dinheiro para tocar seus projetos de investimento. “Estamos com liquidez e folga de caixa”, disse o diretor. “Mantivemos um colchão confortável porque, nesse primeiro semestre, nossa prioridade seria a capitalização.”
Ele negou que a companhia esteja negociando um novo empréstimo na China. “Acabei de voltar da China, mas estava lá entrando em contato com possíveis fornecedores para nossos projetos”, afirmou. Barbassa também disse que a companhia não considera vender ativos no exterior ou tomar novos empréstimos. “Estamos satisfeitos com o que temos no exterior.”
Parte do mercado financeiro receia que, com mais endividamento, as agências de classificação de risco de crédito possam reduzir a avaliação atribuída à companhia. Para manter a classificação atual, a empresa tem que observar níveis máximos de endividamento. Na terça, Barbassa se reuniu com representantes das agências de risco.
“O essencial é o plano (de negócios) da companhia”, afirmou. “Ninguém está olhando o que pode acontecer em um momento ou outro nos indicadores (de endividamento ) da companhia. O importante é que ao longo do tempo vamos manter os indicadores dentro dos limites.”
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