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Petrobras consegue licença para porto de acesso ao Comperj

Empreendimento permitirá transporte de equipamentos pesados.

Agência Reuters
19/09/2012 10:26
Visualizações: 688

 

A Petrobras conseguiu do governo fluminense aval para levar adiante um plano que poderá ser sua única alternativa para o acesso de equipamentos pesados ao Complexo Petroquímico do Sudeste (Comperj), um dos maiores projetos da estatal.
A estatal recebeu licença de instalação para o Porto de São Gonçalo, que permitirá levar os equipamentos pesados até uma estrada de acesso ao local onde está sendo erguido o Comperj, afirmou na terça-feira (18) o secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, durante evento no Rio.
A estatal não tem conseguido transportar equipamentos que já ficaram prontos para compor o complexo de refino porque as rodovias locais não suportam seu peso.
O entrave ocorre há mais de um ano: em agosto do ano passado, o primeiro de quatro reatores fabricados na Itália que produzirão diesel no Comperj ficou preso no porto do Rio, pelo problema logístico. Os reatores pesam mil toneladas.
Hidrovia polêmica
Outra alternativa sugerida pela estatal seria levar os equipamentos por meio de uma hidrovia, por balsa, em dos rios que desembocam na Baía de Guanabara.
O problema é que a região escolhida para a hidrovia esbarra em uma Área de Preservação Ambiental (APA) e precisa, portanto, de autorização do governo federal.
"Como demora para fazer o porto, eles queriam passar pelo rio que é dentro de APA ambiental, tem que ter autorização do ICM-Bio... Enquanto o ICM-Bio não der essa licença, nós nem vamos olhar para isso", afirmou Minc, após participar de evento na sede da empresa, onde a Petrobras apresentou alguns de seus projetos ambientais.
Duto aprovado
Outro ponto polêmico para a construção do complexo petroquímico, a instalação de um emissário para despejar efluentes e resíduos da refinaria em alto mar, na praia de Maricá, também foi defendida pelo secretário.
O secretário destacou que a licença para o emissário, concedida há pouco mais de um mês, impôs algumas condicionantes fundamentais à Petrobras.
O duto terá de ser prolongado em dois quilômetros, o dobro do tamanho do que queria a estatal e terá de lançar resíduos com tratamento de efluentes dez vezes mais rigoroso que o padrão normal estabelecido pelas autoridades, afirmou.
"Por causa da licença original, de 2008, exigindo que a Petrobras não lançasse nenhum litro de óleo ou resíduo na Baía de Guanabara - e como todos os rios próximos desaguam na baía -, a Petrobras terá que gastar mais de 100 milhões (de reais) para preparar um duto para lançar em alto-mar", explicou.
O duto cortará alguns municípios no percurso da refinaria em Itaboraí até a praia em Maricá, para depois desaguar a quatro quilômetros da costa.
O diretor Corporativo e de Serviços da Petrobras, José Eduardo Dutra, demonstrou satisfação com a decisão do governo. "É bom para o meio ambiente, para o Estado, para todo mundo", disse, no mesmo evento.

A Petrobras conseguiu do governo fluminense aval para levar adiante um plano que poderá ser sua única alternativa para o acesso de equipamentos pesados ao Complexo Petroquímico do Sudeste (Comperj), um dos maiores projetos da estatal.


A estatal recebeu licença de instalação para o Porto de São Gonçalo, que permitirá levar os equipamentos pesados até uma estrada de acesso ao local onde está sendo erguido o Comperj, afirmou na terça-feira (18) o secretário de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc, durante evento no Rio.


A estatal não tem conseguido transportar equipamentos que já ficaram prontos para compor o complexo de refino porque as rodovias locais não suportam seu peso.


O entrave ocorre há mais de um ano: em agosto do ano passado, o primeiro de quatro reatores fabricados na Itália que produzirão diesel no Comperj ficou preso no porto do Rio, pelo problema logístico. Os reatores pesam mil toneladas.



Hidrovia polêmica


Outra alternativa sugerida pela estatal seria levar os equipamentos por meio de uma hidrovia, por balsa, em dos rios que desembocam na Baía de Guanabara.


O problema é que a região escolhida para a hidrovia esbarra em uma Área de Preservação Ambiental (APA) e precisa, portanto, de autorização do governo federal.


"Como demora para fazer o porto, eles queriam passar pelo rio que é dentro de APA ambiental, tem que ter autorização do ICM-Bio... Enquanto o ICM-Bio não der essa licença, nós nem vamos olhar para isso", afirmou Minc, após participar de evento na sede da empresa, onde a Petrobras apresentou alguns de seus projetos ambientais.



Duto aprovado


Outro ponto polêmico para a construção do complexo petroquímico, a instalação de um emissário para despejar efluentes e resíduos da refinaria em alto mar, na praia de Maricá, também foi defendida pelo secretário.


O secretário destacou que a licença para o emissário, concedida há pouco mais de um mês, impôs algumas condicionantes fundamentais à Petrobras.


O duto terá de ser prolongado em dois quilômetros, o dobro do tamanho do que queria a estatal e terá de lançar resíduos com tratamento de efluentes dez vezes mais rigoroso que o padrão normal estabelecido pelas autoridades, afirmou.


"Por causa da licença original, de 2008, exigindo que a Petrobras não lançasse nenhum litro de óleo ou resíduo na Baía de Guanabara - e como todos os rios próximos desaguam na baía -, a Petrobras terá que gastar mais de 100 milhões (de reais) para preparar um duto para lançar em alto-mar", explicou.


O duto cortará alguns municípios no percurso da refinaria em Itaboraí até a praia em Maricá, para depois desaguar a quatro quilômetros da costa.


O diretor Corporativo e de Serviços da Petrobras, José Eduardo Dutra, demonstrou satisfação com a decisão do governo. "É bom para o meio ambiente, para o Estado, para todo mundo", disse, no mesmo evento.

 

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