Meio ambiente

Obama bloqueia perfurações de petróleo no Ártico e Atlântico

AFP - 21/12/2016
21/12/2016 09:22
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A Casa Branca bloqueou nesta terça-feira novos contratos de perfuração de petróleo e gás nas regiões do Ártico e do Atlântico, em uma aposta de alto risco para evitar a exploração futura e amarrar as mãos de Donald Trump quando assumir a presidência em 20 de janeiro.

Trump tem exibido uma clara posição a favor dos combustíveis fósseis, e ao que parece o governo em final de mandato de Obama adotou uma ação defensiva.

Obama anunciou que está delimitando faixas no Ártico e no Atlântico que ficarão "indefinidamente fora dos limites para futuros leilões de petróleo e gás".

A área de proteção cobre uma zona do Ártico aproximadamente do tamanho da Espanha e 31 cânions submarinos no Atlântico.

Um alto funcionário do governo de Obama disse que há uma "base legal sólida" para a medida, e sugeriu que Trump não poderá revogar a decisão sem um ato do Congresso.

A ação, baseada em uma lei dos anos 50, foi adotada em acordo com o governo canadense e representa uma dor de cabeça adicional para Trump.

Obama disse em uma declaração que as medidas "protegerão um ecossistema sensível e único".

Também advertiu que os riscos de vazamento de petróleo "são significativos", e que a capacidade de "limpar um derramamento nas duras condições da região são limitadas".

O segundo ano de Obama na Casa Branca foi marcado pelo catastrófico vazamento de petróleo da plataforma Deepwater Horizon, que jogou milhões de barris de petróleo no Golfo do México.

O vazamento só pode ser detido após 87 dias, devastando a vida silvestre e as comunidades dependentes da pesca nos Estados de Louisiana, Mississippi, Flórida e Alabama.

O American Petroleum Institute (API), grupo de pressão da indústria, advertiu que a decisão de Obama de "bloquear a exploração offshore enfraquecerá nossa segurança nacional, destruirá empregos bem remunerados e tornará a energia menos acessível aos consumidores".

Já o Sierra Club, grupo de pressão ambiental, saudou a medida como um passo para a "proteção de nossas praias, o clima e as economias costeiras".

Os oitos anos de governo Obama provocaram um mar de novas leis ambientais, com a proteção dos ecossistemas marinhos, a redução das emissões de carbono e o aumento da energia renovável.

Obama também se apressou em ratificar o Acordo de Paris sobre o clima em um tempo recorde para garantir que não fosse arquivado pela nova administração.

 

 

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