Energia elétrica

Mais usinas no papel

Jornal do Brasil
27/10/2004 00:00
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O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Maurício Tolmasquim, afirmou ontem que solicitará ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a inclusão de usinas que ainda não entraram em funcionamento por pendências jurídicas ou ambientais na previsão de risco de mercado para 2008. Relatório elaborado recentemente pelo ONS previu que, em cenário de alto consumo, o número de usinas existentes seria insuficiente, havendo risco de déficit de energia em quatro anos. Segundo Tolmasquim, que participou do Congresso Brasileiro de Energia, no Hotel Glória, o ONS teria sido conservador ao realizar a previsão, deixando de contabilizar usinas que, num curto prazo, poderão gerar energia.
Entre as usinas que já poderiam ser incluídas, o secretário citou as térmicas de Araucária (PR), com capacidade de geração de 484 MW, e Piratininga (SP), com capacidade de 400 MW, já prontas, e a hidrelétrica de Aimorés (MG), que estará pronta em três meses, quando gerará 400 MW. As restrições foram estabelecidas pela Resolução 109, de 2002, elaborada pelo Comitê Gestor da Crise Energética (GCE), que criou mecanismos de cálculo de custos do setor, além de normas para inclusão das geradoras na previsão de mercado.
- Teremos que nos reunir com o GCE para avaliar de que forma faremos essa inclusão - explicou Tolmasquim, que não descartou a hipótese de propor mudanças no texto da resolução.
O secretário disse, ainda, que serão promovidas alterações na organização do primeiro leilão de energia elétrica dentro do novo modelo do setor elétrico, previsto para 30 de novembro, ``para evitar conluio das empresas``. Em vez de funcionamento totalmente pela internet, como os realizados anteriormente, será utilizada a intranet, em local ainda não definido.

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