Energia elétrica

Linhão de transmissão de Belo Monte mobiliza 7 empreiteiras para evitar atraso

Reuters, 20/06/2017
20/06/2017 13:34
Visualizações: 1123

A chinesa State Grid e a estatal Eletrobras mobilizaram sete empreiteiras para recuperar o tempo perdido nas obras de construção de um enorme linhão de ultra-alta tensão que vai conectar a hidrelétrica de Belo Monte ao sistema elétrico do Brasil, disseram as empresas à Reuters.

As estruturas de transmissão, com mais de 2 mil quilômetros e orçadas em 4,5 bilhões de reais, precisam estar prontas em fevereiro de 2018 para evitar que a mega usina no Pará tenha problemas para enviar sua produção até as regiões de maior consumo de eletricidade, principalmente no Sudeste.

A preocupação está focada nos primeiros dois trechos do linhão, que têm avançado lentamente.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que reúne autoridades da área de energia do governo, tem atribuído a culpa pelos problemas ao mau desempenho da empreiteira chinesa SEPCO1, que havia sido originalmente contratada para a construção desses lotes.

"Com relação ao trecho 1, entraram cinco novas empresas... e duas no trecho 2... dessa forma, será possível concluir os trabalhos dentro do cronograma", disse em nota à Reuters a Belo Monte Transmissora de Energia (BMTE), empresa criada por State Grid e Eletrobras para tocar o empreendimento.

A BMTE não comentou o desempenho da SEPCO1.

Procurada, a empresa chinesa não respondeu um pedido de comentário.

Segundo um relatório da BMTE visto pela Reuters, o trecho 1 do linhão possui avanço de 77 por cento na concretagem de torres estaiadas e de 60 por cento nas torres autoportantes, um trabalho já praticamente concluído nas outras sete partes da obra.

No içamento de torres estaiadas e na montagem de torres autoportantes, o trecho 1 avançou apenas 51 por cento e 32 por cento, respectivamente. No trecho 2, também com atraso, essas etapas foram 59 por cento e 41 por cento concluídas, enquanto nos demais seis lotes do empreendimento tais tarefas já estão completas.

No lançamento de cabos, o trecho 1 avançou somente 11 por cento dos trabalhos, contra 27,5 por cento no trecho 2 e avanços de 62 por cento a 100 por cento nos demais lotes.

A BMTE disse à Reuters que a SEPCO1 agora contará com apoio das empresas E&I do C, Procel, CAZ, Alumini e Planova no trecho 1. No trecho 2, entrarão as empresas FN Crespo e Tabocas.

Em um documento enviado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a empresa apresentou expectativa de entrar com solicitação junto ao Ibama ainda neste mês para obter a licença ambiental de operação, exigida para a efetiva entrada em funcionamento da linha.

Segundo esse cronograma, o Ibama deverá fazer uma vistoria no empreendimento quando este tiver entre 80 e 90 por cento das obras concluídas para então emitir um parecer técnico e liberar a licença, o que poderia acontecer em novembro.

A Reuters publicou ainda em outubro de 2016 que o desempenho da SEPCO1 no linhão estava na mira das autoridades brasileiras, que já se preocupavam com um atraso na conclusão do empreendimento.

Um possível atraso aumentaria problemas já previstos para o escoamento da energia de Belo Monte.

O governo brasileiro estima que a hidrelétrica terá a geração limitada do final deste ano até a conclusão do linhão da BMTE, devido à crise financeira da espanhola Abengoa, que abandonou antes do final a construção de uma linha que ligaria Belo Monte ao Nordeste.

Belo Monte, que será uma das maiores hidrelétricas do mundo quando concluída, em 2019, já tem colocado máquinas em operação, mas a capacidade da rede para receber essa energia sem reforços na transmissão é limitada. A usina está orçada em mais de 30 bilhões de reais.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Constellation é reconhecida pela Petrobras como a melhor...
24/09/26
ROG.e 2026
Lideranças apontam o Brasil como pilar de segurança ener...
24/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empres...
24/09/26
ROG.e 2026
Estudo da PPSA identifica boas práticas para apoiar deci...
24/09/26
ROG.e 2026
EAS participa da ROG.e 2026
24/09/26
ROG.e 2026
Mayekawa apresenta soluções para óleo, gás e energia na ...
24/09/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 reforça agenda de DE&I no setor de energia co...
24/09/26
ROG.e 2026
Programa Offshore do Futuro deve chegar a Sergipe para f...
24/09/26
ROG.e 2026
Shell Energy Brasil destaca oportunidade de ampliar inte...
24/09/26
ROG.e 2026
Oil States destaca integração entre engenharia, fabricaç...
24/09/26
PPSA
A parcela de petróleo da União foi de 328 mil barris por...
24/09/26
Apoio Offshore
Afretado pela Petrobras, o PSV Starnav Elektra é batizad...
24/09/26
ROG.e 2026
SONDA aposta em IA e Drones para operações críticas no s...
24/09/26
ROG.e 2026
O papel da Lumina e o impacto da ROG.e 2026 para a indús...
23/09/26
Negócios
Avanço acompanha expansão da cadeia de petróleo e gás e ...
23/09/26
ROG.e 2026
A energia inteligente no poço
23/09/26
ROG.e 2026
Como o profissional de Química impulsiona a inovação e a...
23/09/26
ROG.e 2026
IBP lança caderno de Projetos e Iniciativas de Responsab...
23/09/26
ROG.e 2026
Gigantes do setor e produtores independentes aceleram pr...
22/09/26
PPSA
PPSA publica pré-edital do 1º Leilão de Gás Natural da União
22/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
22/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25