Empresas

Julio Simões ganha novos mercados em 2010

"A abertura do capital serviu como um selo de governança, o que dá mais segurança para o cliente", diz o presidente da Julio Simões, Fernando Simões. O IPO rendeu à empresa uma captação de R$ 477 milhões, mas a maior parte a

Valor Econômico
19/01/2011 08:36
Visualizações: 392
"A abertura do capital serviu como um selo de governança, o que dá mais segurança para o cliente", diz o presidente da Julio Simões, Fernando Simões. O IPO rendeu à empresa uma captação de R$ 477 milhões, mas a maior parte ainda está em caixa. Segundo o executivo, os recursos que chegaram melhoraram as condições de captação de linhas de crédito, mas a empresa não dependia necessariamente da operação para levantar recursos para investir.
 
 
 
 
Outra importante mudança de lá para cá foi o nome: de Julio Simões Logística passou a JSL, absorvendo as marcas Lubiani e Grande ABC, empresas adquiridas entre 2007 e 2008. Mas agora, garante Fernando Simões, não há mais planos de aquisições: "Nosso crescimento é orgânico", diz.
 
 
 
A empresa estima ter investido próximo de R$ 760 milhões no ano passado - a maior parte disso, em veículos. A empresa é o maior comprador de caminhões do país, e sua frota hoje é de 23 mil ítens, entre automóveis, caminhões e carretas.
 
 
 
Fernando Simões está otimista com o período pelo qual a empresa está passando, que lembra a fase em que a companhia disparou na liderança do mercado, na segunda metade dos anos 90. Na época, câmbio sobrevalorizado e a reestruturação da economia impulsionaram mudanças nas grandes empresas, que apostaram na terceirização de sua parte de logística. "Até 1995 Volkswagen e Aracruz tinham frota própria", conta Fernando Simões.
 
 
 
Agora, observa, há de novo câmbio sobrevalorizado e empresas se reestruturando - ainda que desta vez para acompanhar o ritmo de crescimento da economia. Nos anos 90, o desafio era a abertura da economia. Com novas necessidades, indústria e varejo tendem a buscar novas soluções na logística - favorecendo a escolha de empresas de fora, como a Julio - para isso, analisa o executivo.
 
 
 
 
A especialidade da Julio é aquilo que chama de serviços dedicados - o fornecimento e distribuição de mercadorias para unidades industriais e comerciais -, que correspondente a 53% da sua receita. Foi exatamente a área em que mais cresceu, cerca de 37% apenas nos primeiros nove meses do ano. A maior parte, com novos contratos feitos com clientes antigos.
 
 
 
A empresa também tem em vista ganhar espaço com a piora do trânsito nas metrópoles e o surgimento de novas restrições ao tráfego de caminhões. Isso, para Fernando Simões, vai exigir adaptação das empresas, favorecendo quem é especializado no ramo. A própria Júlio teve de se adaptar, comprando veículos menores. "E acho que a expansão da entrega noturna será inevitável em São Paulo", diz.
 
 
 
A Julio tem um grande investimento em curso em um terreno de 500 mil m 2 pertencente ao grupo, em Itaquaquecetuba, a leste da capital paulista. A um custo total de R$ 150 milhões, a empreitada deve ter três fases - a primeira entrará em funcionamento já neste semestre. Trata-se de um galpão para transporte intermodal, ao lado de uma linha férrea da MRS. A primeira carga deve ser aço, vindo de Minas Gerais ou do Rio para distribuição na Grande São Paulo - com possibilidade de expansão.
 
 
 
A segunda fase deve ser a construção de mais dois grandes galpões na área, para assumirem a função de algo como um estoque avançado de grandes indústrias. Segundo Fernando Simões, com a necessidade de aumento da produção nos últimos anos, algumas indústrias engoliram sua área disponível para estoque. Com as novidades na área ambiental e na ocupação urbana, ampliar o terreno original ficou inviável, o que exige busca por saídas. Há alguns clientes potenciais para o projeto, diz Fernando, mas a obra só será lançada quando algo estiver fechado.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
25/09/26
Brandend Content
Brasil Aços amplia estoque de tubos de aço carbono NACE...
24/09/26
ROG.e 2026
Lideranças apontam o Brasil como pilar de segurança ener...
24/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empres...
24/09/26
ROG.e 2026
Estudo da PPSA identifica boas práticas para apoiar deci...
24/09/26
ROG.e 2026
EAS participa da ROG.e 2026
24/09/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 reforça agenda de DE&I no setor de energia co...
24/09/26
ROG.e 2026
Programa Offshore do Futuro deve chegar a Sergipe para f...
24/09/26
ROG.e 2026
Shell Energy Brasil destaca oportunidade de ampliar inte...
24/09/26
PPSA
A parcela de petróleo da União foi de 328 mil barris por...
24/09/26
Apoio Offshore
Afretado pela Petrobras, o PSV Starnav Elektra é batizad...
24/09/26
ROG.e 2026
SONDA aposta em IA e Drones para operações críticas no s...
24/09/26
ROG.e 2026
O papel da Lumina e o impacto da ROG.e 2026 para a indús...
23/09/26
Negócios
Avanço acompanha expansão da cadeia de petróleo e gás e ...
23/09/26
ROG.e 2026
A energia inteligente no poço
23/09/26
ROG.e 2026
Como o profissional de Química impulsiona a inovação e a...
23/09/26
ROG.e 2026
IBP lança caderno de Projetos e Iniciativas de Responsab...
23/09/26
ROG.e 2026
Gigantes do setor e produtores independentes aceleram pr...
22/09/26
PPSA
PPSA publica pré-edital do 1º Leilão de Gás Natural da União
22/09/26
ABPIP
ABPIP terá programação própria de debates durante a ROG....
22/09/26
ROG.e 2026
MODEC debate desafios para um offshore mais eficiente na...
22/09/26
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25