Economia

Ipea: queda da atividade persiste, mas crise na economia começa a perder fôlego

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lançou nesta segunda-feira, 27/06, pesquisa realizada por seu Grupo de Conjuntura (Gecon) sobre o comportamento da atividade econômica no Brasil.

Assessoria/Redação
27/06/2016 11:33
Ipea: queda da atividade persiste, mas crise na economia começa a perder fôlego Imagem: Divulgação Visualizações: 1209

O desempenho recente de alguns indicadores de atividade econômica sugere que a crise passou a perder fôlego. Os primeiros sinais deste possível início de recuperação cíclica têm se concentrado na indústria. O ajuste proveniente do setor externo começa a gerar efeitos positivos, notadamente nos setores industriais mais voltados para o comércio exterior, como, por exemplo, têxteis, calçados e madeira. Além do aumento na competitividade, nota-se também que a desvalorização da moeda pode estar estimulando alguma substituição de importações, principalmente na produção de bens intermediários.

Por sua vez, a contração da demanda doméstica segue provocando um forte ajuste de estoques, o que pode representar mais uma fonte de estímulo para a recuperação da produção. Refletindo, em parte, essa melhora no cenário, os níveis de confiança dos empresários vêm registrando altas nos últimos meses – embora se mantenham em patamares muito próximos dos mínimos históricos. O desempenho da produção da indústria ainda apresenta-se volátil, mesmo com resultados positivos se tornando mais frequentes. Apesar disso, após duas altas consecutivas, o indicador de produção industrial do Ipea aponta uma queda de 1,6% da produção industrial física na passagem entre abril e maio, no comparativo com ajuste sazonal, o equivalente a uma queda de 6,5% sobre o mesmo período de 2015.

Enquanto o setor industrial dá indícios de melhora, pelo lado da demanda espera-se uma recuperação mais lenta do consumo de bens e serviços, cujo desempenho está fortemente associado à dinâmica do mercado de trabalho. Além disso, a queda continuada na demanda doméstica gerou uma forte redução no grau de utilização da capacidade na indústria, o que poderá retardar a recuperação dos investimentos.

Outro fator negativo para o crescimento do consumo aparente de bens de capital é a desvalorização do real frente ao dólar, que encarece a importação de máquinas e equipamentos. Ainda assim, de acordo com estimativas próprias do Ipea, o bom desempenho dos indicadores da construção civil e do consumo aparente de máquinas e equipamentos no mês de abril indica que os investimentos tiveram um bom início de segundo trimestre, com alta de 2,8% em abril, na comparação com ajuste sazonal.

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