COP 28

IBP reforçará o potencial brasileiro para programas de CCUS, Eólicas Offshore e produção de hidrogênio de baixa emissão na COP 28

H2 pode atrair investimentos no país de US$ 12 bi até 2040, enquanto Eólicas Offshore prometem produzir 180 GW de eletricidade e a captura e armazenamento de carbono gerar receita de US$ 14 bilhões por ano

Redação TN Petróleo/Assessoria IBP
01/12/2023 12:54
IBP reforçará o potencial brasileiro para programas de CCUS, Eólicas Offshore e produção de hidrogênio de baixa emissão na COP 28 Imagem: Divulgação Visualizações: 2018

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) estará presente na COP 28 com o Presidente, Roberto Ardenghy, e a chair do Comitê de Transição Energética do instituto, Clarissa Lins, que destacarão durante a cúpula, em debates e encontros com lideranças e autoridades que o Brasil está preparado para ter um papel central na redução das emissões globais de gases de efeito estufa, por meio de investimentos em descarbonização e transição energética. A conferência ocorre nos Emirados Árabes Unidos, entre 30 de novembro e 12 de dezembro, e será uma oportunidade para que os executivos do IBP fortaleçam a posição do país para programas de captura, transporte e armazenamento de carbono (CCUS) eólicas offshore e hidrogênio de baixa emissão, que, conjuntamente, podem proporcionar um incremento de US$ 26 bilhões em investimentos e receitas em programas para economia de baixo carbono.

Na visão do IBP, a remoção de carbono é essencial para alcançar o net zero até 2050 e apoiar na redução gradativa das emissões de gases de efeito estufa, de forma alinhada ao Acordo de Paris. A captura de carbono no Brasil pode atingir, nos cálculos do Instituto, mais de 190 milhões de toneladas de CO2 por ano e o país tem um potencial de armazenamento estimado em 2,5 GtCO2. Em um cenário com preço de carbono de 70 US$/tCO2, projetos de CCUS no Brasil podem gerar receitas próximas de US$ 14 bilhões por ano. Esse potencial, mapeado pelo IBP, pode ajudar a descarbonizar indústrias nacionais, como cimento, aço, fertilizantes e produtos químicos, garantindo melhor competitividade aos produtos brasileiros no mercado global. Essas ações mostram como o setor de O&G tem importante papel no processo de transição energética em curso.

No Brasil, já foram anunciadas a instalação de 25 projetos de unidades de produção de H2, totalizando investimentos de cerca de US$ 27 bilhões, nos cálculos do IBP. O hidrogênio verde poderá atrair investimentos de US$ 12 bilhões até 2040, conduzido principalmente para aplicação como combustível em caminhões, produção de aço verde e outros produtos industriais. O Brasil poderá atingir o menor custo do hidrogénio de baixa emissão a nível mundial até 2030, na avaliação do IBP.

O interesse de grandes empresas pelo investimento em eólicas offshore é uma realidade, bem como o interesse na implementação da fonte em território brasileiro. Há atualmente cerca de 180 GW em projetos de eólica offshore com processo de licenciamento ambiental. Para cada 1GW de geração eólica offshore, são proporcionados 14.600 postos de trabalho.

Na COP28, os representantes do IBP também reforçarão o novo momento do setor de petróleo e gás no Brasil e no mundo, que tem uma visão ampla sobre os principais públicos em uma conjuntura internacional de transição energética, ESG, sustentabilidade e inovação com mais protagonismo para as fontes de energias renováveis em uma economia de baixo carbono como o hidrogênio, eólicas e solar.

SEGURANÇA ENERGÉTICA

Em painel sobre transição energética e descarbonização promovidos pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) e pela Confederação Nacional da Industria (CNI), programados para 4, 6 e 8 de dezembro (ver programação abaixo), o IBP mostrará que o setor de petróleo e gás no Brasil desempenha um papel significativo na matriz energética nacional, garantindo um ambiente seguro, acessível e ambientalmente responsável para o fornecimento de energia.

"Seguimos um horizonte claro: produzir em sinergia com metas claras de descarbonização para alcançar o net zero até 2050. A transição energética justa deve envolver o desenvolvimento de novas tecnologias que melhorem a eficiência energética e diminuam as emissões na indústria, juntamente com incentivos econômicos que possibilitem sua implementação nas operações", disse Ardenghy.

SERVIÇO

✔      Agenda IBP na COP28

●        04/12 (2ª feira)

Painel Do desafio à solução: Principais resultados e ações em curso para descarbonização do setor de O&G no Brasil e contribuições para o setor de transportes 

Local: Pavilhão Brasil (APEX)

Horário: 18h às 19h

 ●        06/12 (4ª feira)

CNI - Diálogo Empresarial para uma Economia de Baixo Carbono

Tema: Transporte Sustentável: Desafios para a Descarbonização no Setor de Aviação

Local: Hotel Atlantis The Royal

Horário: 14h30 às 15h30

●        08/12 (6ª feira)

Painel Oportunidades e Investimentos na Produção e Logística das Energias Renováveis no Brasil para a Descarbonização Global

Local: Estande da CNI na COP

Horário: 16h às 18h

Painel com IBRAM, IBÁ e ÚNICA

Tema: Estratégias e Oportunidades dos Setores Extrativistas e de Energia para a Transição Energética e Descarbonização no Brasil.
com os compromissos para a descarbonização. 

Local: Pavilhão Brasil (APEX)

Horário: 18h às 19h

 

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