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Honeywell UOP inaugura escritório no Rio de Janeiro

A Honeywell UOP, empresa que atua com tecnologia, licenciamento, refino, petroquímica, gás e combustíveis renováveis, inaugura hoje (31) seu primeiro escritório na América Latina, localizado no Centro do Rio de Janeiro. A nova base atenderá o volume de negócios alavancados com a demanda do p

Redação
31/08/2011 15:01
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A Honeywell UOP, empresa que atua com tecnologia, licenciamento, refino, petroquímica, gás e combustíveis renováveis, inaugura hoje (31) seu primeiro escritório na América Latina, localizado no Centro do Rio de Janeiro. A nova base atenderá o volume de negócios alavancados com a demanda do pré-sal.

Com contratos para fazer o desenho do projeto e os licenciamentos de tecnologia das Refinarias Premium I e Premium II da Petrobras, que produzirão, a princípio, cerca de 900 mil barris/dia de diesel, a companhia já negocia prestação de serviços com empresas voltadas para o setor de petróleo e gás, como a OGX, e para o segmento de petroquímica, como a Braskem.

“Temos muitos negócios no Brasil, e a demanda cresce rapidamente. Portanto precisamos de gente especializada no país. Também faz parte do nosso contrato com a Petrobras e outros clientes, pois vamos terceirizar a fabricação de produtos com fabricantes locais, então nossa presença é essencial para garantir a qualidade antes de entregar os produtos para o cliente”, afirma o CEO mundial da empresa, Rajeev Gautam. Ele completa: “o número de pessoas que o escritório vai demandar não é grande, até o ano que vem serão cerca de 25 funcionários, pois nós fornecemos a tecnologia e o conhecimento, não fazemos a produção. Mas é claro que o impacto será grande, pois iremos fabricar milhões em termos de equipamentos, e isso vai criar um conteúdo nacional grande em termos de empregos. Falo da UOP, já que a Honeywell fabrica no país”.

Sobre a demanda que cresce com o pré-sal, Rajeev Gautam afirma que “o PIB do Brasil cresce a 7%, mas a demanda por diesel está crescendo quase 15% ao ano. E estamos voltados muito mais para o mercado de diesel, portanto as refinarias que estão sendo construídas aqui estão mais voltadas para este combustível, apesar de trabalharmos com a produção de gasolina, mas é um volume muito menor. O diesel é usado na indústria para transporte de bens, etc. Por isso esse combustível faz uma correlação com o crescimento da industrialização do país”.

Para as refinarias, o CEO afirma que serão utilizados cerca de 50% de conteúdo nacional - exigência de contrato. Sobre equipamentos, somente as partes internas dos reatores serão produzidas aqui, os reatores, propriamente, serão produzidos em alguma EPC (Engineering Procurement Construction) contratada pela Petrobras.

“Nossa parte é fornecer materiais que nós mesmos projetamos e que serão fabricados no Brasil. Ninguém mais tem os projetos, pois são patenteado”, conclui Rajeev Gautam.

Na área offshore, os maiores projetos da companhia estão no desenvolvimento de separadores de CO2. Na construção naval, a empresa fornecerá peças como tecnologia de peneira molecular e de separação. Além disso, eles trabalham com plantas flutuantes de LNG, mas ainda não existe prazo sobre o tempo de desenvolvimento.

No setor de renováveis, a Honeywell UOP desenvolve combustível através de biomassa - com óleo camelina de mamona, palma, bagaço de cana, algas, gordura animal -, que pode ser usado na infraestrutura já existente, substituindo óleo diesel, este utilizados em motores de máquinas e aeronaves. “Não é um aditivo, é a coisa real. No biodiesel você pode fazer uma mistura de 5% com aditivo, se aumentar essa quantidade o motor não funciona, pela oxidação, etc. Nosso produto é diferente, é um diesel de alta qualidade, melhor do que o comum. Você pode fazer o diesel verde e combustível para jato”.

A empresa tem dado suporte a projetos de energia renovável na América Latina. Em novembro de 2010, o chamado Honeywell Green Jet Fuel foi testado pela TAM, que fez o primeiro vôo utilizando bicombustível no país.
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