Internacional

Guerra, petróleo e dólar: como as oscilações globais impactam os custos de abastecimento no Brasil

Instabilidade geopolítica e as oscilações do petróleo e do dólar elevam a pressão sobre os custos dos combustíveis no Brasil, exigindo planejamento e gestão eficiente das empresas para reduzir impactos nas operações.

Redação TN Petróleo/Assessoria Excel
13/07/2026 13:04
Guerra, petróleo e dólar: como as oscilações globais impactam os custos de abastecimento no Brasil Imagem: Divulgação Visualizações: 298

Conflitos geopolíticos, oscilações no preço do petróleo e variações cambiais voltaram a ocupar o centro das atenções do mercado internacional em 2026. Embora muitos desses acontecimentos ocorram a milhares de quilômetros do Brasil, seus reflexos chegam rapidamente às empresas brasileiras que dependem de combustíveis para manter suas operações.

A escalada das tensões no Oriente Médio ao longo do primeiro semestre de 2026 elevou a volatilidade do mercado internacional de petróleo. Em março, durante o agravamento dos conflitos envolvendo o Irã e os riscos à navegação no Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo, o barril do Brent chegou a ultrapassar a marca dos US$100. Já em junho, após sinais de redução das tensões e reabertura gradual das rotas marítimas, a commodity voltou a recuar para a faixa entre US$72 e US$80, evidenciando a forte sensibilidade do mercado aos desdobramentos geopolíticos.

Além da cotação internacional do petróleo, outro fator que influencia diretamente os custos dos combustíveis no Brasil é o dólar. Como parte relevante das negociações globais do setor energético é realizada na moeda norte-americana, qualquer valorização do câmbio tende a pressionar os preços, impactando toda a cadeia logística.

Para Carlos Eduardo Silva, diretor da Excel, empresa líder em gerenciamento de combustível e gestão de frotas, esse cenário exige das empresas uma postura muito mais estratégica do que reativa. "Hoje, abastecer uma frota deixou de ser apenas uma operação de compra de combustível. A gestão precisa acompanhar diariamente fatores externos que fogem completamente do controle das empresas, como guerras, oscilações do dólar e movimentos do mercado internacional de petróleo. Quem trabalha apenas olhando para o preço na bomba perde capacidade de planejamento", comenta.

Segundo o executivo, a volatilidade internacional torna ainda mais importante investir em inteligência de dados para controlar o consumo e reduzir desperdícios. "Quando o cenário externo fica mais instável, o que diferencia uma empresa é sua eficiência operacional. Monitorar abastecimentos em tempo real, identificar desvios, negociar melhor com a rede credenciada e otimizar rotas ajudam a compensar parte dos aumentos que vêm do mercado internacional", explica Carlos.

Embora o Brasil seja um grande produtor de petróleo, o país continua sujeito às oscilações do mercado global, tanto pela dinâmica internacional dos derivados quanto pelos custos de importação de parte dos combustíveis e insumos utilizados no abastecimento. Isso faz com que movimentos bruscos no preço do Brent ou na taxa de câmbio sejam acompanhados de perto por distribuidores, revendedores e empresas que operam grandes frotas.

Na prática, setores como transporte rodoviário, agronegócio, construção civil, mineração e logística são alguns dos mais sensíveis a esse cenário. Pequenas variações no custo do diesel podem representar milhões de reais em despesas adicionais ao longo de um ano para empresas com centenas ou milhares de veículos.

Para Carlos Eduardo Silva, o contexto atual reforça uma mudança de mentalidade na gestão das frotas. "As empresas não conseguem controlar uma guerra ou a cotação do dólar, mas conseguem controlar seus processos internos. Quanto maior a previsibilidade da operação e o uso de tecnologia na gestão do abastecimento, menor é a exposição aos impactos causados pelas oscilações internacionais", conta.

Em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas e financeiras, especialistas avaliam que o gerenciamento inteligente do consumo de combustível deixa de ser apenas uma ferramenta de redução de custos e passa a fazer parte da estratégia de gestão de risco das organizações. Afinal, enquanto guerras, câmbio e petróleo continuarão influenciando os mercados globais, a eficiência operacional permanece sendo um dos poucos fatores efetivamente sob controle das empresas.
 

Sobre a Excel - A Excel é uma empresa brasileira reconhecida por suas soluções inovadoras e qualidade avançada desde 1990. Pioneira no desenvolvimento do primeiro calibrador digital de pneus, tornou-se uma das líderes em controle de abastecimento de combustível, gestão de frotas, medição de tanques de combustíveis e monitoramento ambiental. Com mais de 120 colaboradores diretos, a Excel promove a diversidade e inclusão, buscando inspirar e desenvolver talentos em um ambiente de trabalho respeitoso e alegre.

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