Negócios

Grupo Ultra compra a União Terminais

<P>A União Terminais, uma das maiores operadoras de granéis líquidos do porto de Santos (SP), entre outras localidades, e que pertence à Unipar, foi vendida à Tequimar, uma subsidiária da Ultracargo, empresa de logística do grupo Ultra. </P><P><BR>O negócio, de R$ 510 milhões, incluindo R$ ...

Valor Econômico
08/06/2008 21:00
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A União Terminais, uma das maiores operadoras de granéis líquidos do porto de Santos (SP), entre outras localidades, e que pertence à Unipar, foi vendida à Tequimar, uma subsidiária da Ultracargo, empresa de logística do grupo Ultra.


O negócio, de R$ 510 milhões, incluindo R$ 27 milhões em dívidas e assinado na noite de sexta-feira (6), sinaliza o esforço dos dois grupos em concentrar operações em suas atividades fins: petroquímica e logística.


Doze interessados participaram da concorrência aberta em janeiro. Na reta final, ficaram três grupos, todos operadores logísticos: o alemão Oil Tank, o holandês Vopak e o brasileiro Ultracargo, que levou a melhor na disputa. A compra será paga à vista.


O quase meio bilhão de reais contribuirá para reforçar o caixa da Unipar às vésperas da criação da Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), a nova empresa de produção de resinas plásticas a ser controlada pela família Geyer, dona da Unipar, e a Petrobras.


O crescimento do mercado foi o que levou o Grupo Ultra a se interessar pela União Terminais, que tem um terminal em Santos (SP), outro no Rio de Janeiro e divide com a Vopak a administração de tanques no porto de Paranaguá (PR). O mercado de logística está crescendo muito no Brasil e a demanda por capacidade de armazenagem de produtos químicos e biocombustíveis ainda mais, disse ontem o presidente do Grupo Ultra, Pedro Wongstchowski. Entre 2003 e 2007, as exportações de etanol cresceram 60% ao ano somente no Porto de Santos, destacou.


O executivo lembrou que a Ultracargo, que já é líder na operação de armazenagem e movimentação de cargas líquidas no país, com fatia de 21%, ganha participação adicional de 9% da União Terminais. A capacidade da Ultracargo é de 353 mil metros cúbicos. A União Terminais tem 149 mil e, neste mês, está prevista a conclusão da ampliação de mais 21 mil metros cúbicos no terminal de Santos, fruto de investimentos de R$ 40 milhões.


A aquisição coloca a Ultracargo na condição de maior empresa do segmento na America Latina. A expectativa do grupo é que o processo de integração da União Terminais gere ganhos de R$ 200 milhões, oriundos da operação conjunta dos terminais, consolidação da gestão e sinergias fiscais.


A Ultracargo conta com operações nos portos de Santos (SP), Aratu (BA) e Suape (PE). Só em Santos, a compra fará a Tequimar dobrar a fatia na principal porta de entrada e saída de cargas do país.


A União Terminais tem foco na área logística. É bom para o nosso negócio, mas não é o nosso foco, disse o presidente da Unipar, Roberto Dias Garcia, sobre a transação, seu último negócio antes de deixar o comando da companhia.


Os recursos da venda vão engordar o caixa da Unipar, cujo endividamento alcançou R$ 830 milhões em março. Para a formação da nova petroquímica, a Unipar precisa injetar R$ 380 milhões no capital da CPS. A empresa já garantiu o dinheiro junto aos bancos do Brasil, Bradesco e Alfa. O dinheiro com a venda das União Terminais dá fôlego para a Unipar começar o novo ciclo de investimento na CPS, disse Garcia.


A consultoria financeira Estáter liderou o processo de venda da União Terminais. A Ultracargo terá mais musculatura e a Unipar aumentará seu foco na petroquímica, disse Eleonora Chagas Antici, sócia da consultoria que também trabalhou na venda do grupo Ipiranga e na formação da CPS. 

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