Investimento

GE Energy quer expandir-se na AL

Jornal do Commercio
10/02/2009 03:02
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A GE Energy para a América Latina, divisão da GE que produz equipamentos para o setor de energia, pretende investir US$ 50 milhões neste ano na ampliação de uma de suas fábricas no México, localizada na cidade Monterey, que produz transformadores em parceria com a Siemens. A divisão Energy da GE possui três fábricas no continente, sendo duas no México em uma no Brasil.

 

Na região, o investimento no México está confirmado, mas a empresa informou que estuda o mercado para definir em como irá investir no Brasil. No País, a GE Energy possui fábrica em Campinas, São Paulo, que produz motores de propulsão a gás, biogás, vapor e etanol.

 

"Sabemos que o Brasil está recebendo grandes investimentos na área de energia. Estamos participando desse mercado como fornecedores de equipamentos, como transformadores, turbinas e motores. Sabemos que haverá necessidade investirmos em produção no Brasil", afirmou o diretor-executivo da GE Energy para a América Latina, Guillermo Brooks

 

O executivo disse que a fábrica brasileira tem potencial para colocar volume maior de equipamentos no mercado interno. A unidade exporta 60% da produção, reservando, portanto, 40% ao mercado nacional.

 

As duas fábricas do México são operadas por joint ventures com a Siemens e a Toshiba. Nas três unidades são produzidos equipamentos para geração, pesquisa e desenvolvimento (P&D) de energia. A GE Energy para América Latina espera crescer 10% neste ano. Em 2008, a empresa expandiu-se em 42 % na região e de 29% no Brasil.

 

Segundo o diretor, a expansão inferior deve ocorrer por conta da desaceleração da economia mundial. Brooks, contudo, afirmou que os projetos no setor de energia têm de ser feitos com vistas ao futuro.

 

 

O objetivo da empresa com a fábrica de Monterey é aumentar o portfólio de produtos na região, focando óleo e gás, biogás, etanol e energia eólica. Segundo Brooks, Brasil, México, Peru e Venezuela são locais estratégicos para investimento na AL.

 

Brooks garantiu que a dificuldade de crédito, reflexo imediato da crise, não irá atrapalhar os planos de ampliação de portfólio da companhia. Os recursos para investimento, geralmente, explicou, são feitos com capital próprio e com dinheiro financiado pela GE mundial. A capacidade de produção da fábrica de transformadores no México não foi detalhada, mas Brooks. De lá, informou, saem transformadores para o mundo.

 

Brooks afirmou que os equipamentos tem grande mercado no Oriente Médio. "Essa fábrica é muito importante para os negócios da GE Global. Mesmo com a crise, estamos confiantes com relação à demanda de longo prazo por energia. Por isso, acreditamos que não podemos deixar de investir no setor", disse Brooks. Na segunda fábrica do México, são produzidas turbinas e componentes para turbinas.

 

O diretor de Marketing da GE Energy para a América Latina, Marcelo Prado, afirmou que a região tem vários países com forte potencial no setor. O Brasil, por conta dos investimentos em petróleo e gás, biogás, etanol e energia eólica, é o que mais tem força para crescer, disse.

 

"Entre todos esses segmentos, um que nos tem chamado atenção é do de energia eólica. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) vai fazer o primeiro leilão de energia eólica do Brasil, em junho. Isso seránova janela de oportunidades para os fornecedores de tecnologia e equipamentos", salientou.

 

Ele enfatizou que países como Venezuela, Peru e Argentina, que possuem grandes reservas de gás natural, estão sendo observados com bons olhos pela GE Energy. "Estamos percebendo um mercado de gás muito ativo no Peru, por exemplo, onde a demanda por tecnologia só aumenta. Assim como Venezuela e Argentina, lá no Peru poderemos alcançar bons resultados com turbinas e motores a gás", completou Prado.

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