Mercado

Gabrielli admite queda nos preços de combustíveis dentro de quatro meses

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, admitiu ontem (11), em entrevista à TV Brasil, que a estatal poderá reduzir os preços do diesel e da gasolina comercializados no mercado interno se os preços do barril do petróleo e o câmbio se mantiveram estáveis nos patamares atuais por um

Agência Brasil
12/03/2009 09:10
Visualizações: 760

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, admitiu ontem (11), em entrevista à TV Brasil, que a estatal poderá reduzir os preços do diesel e da gasolina comercializados no mercado interno se os preços do barril do petróleo e o câmbio se mantiveram estáveis nos patamares atuais por um prazo de três a quatro meses.

 

Gabrielli esclareceu porém que, para a queda nos preços, não bastará apenas que o preço do barril do petróleo de mantenha no patamar atual em torno dos US$ 40 o barril.

 

“Não é só uma questão do preço do barril do petróleo estar abaixo ou acima dos US$ 40. É necessário, também, que se observe o preço da gasolina e, essencialmente, a taxa de câmbio daqui a três meses. Se essas três circunstâncias de hoje se mantiverem, provavelmente, em três a quatro meses, se se olhar o mercado futuro, provavelmente o preço da gasolina e o preço do diesel terão que se ajustar no mercado brasileiro”.

 

O presidente da Petrobras esclareceu, na entrevista, que não é só uma questão de ser ou não possível que os preços (dos derivados) caiam, mas sim “da necessidade de redução de preços, se houver uma estabilidade dos preços internacionais [do petróleo] e do câmbio”.

 

“Não há como você descolar, em uma situação de estabilidade, o mercado brasileiro do preço internacional e do câmbio”, justificou.

 

Depois de quase três anos sem reajuste, os preços da gasolina e do diesel subiram, respectivamente, 10% e 15%, em 2 de maio de 2008. Na ocasião, os preços do barril do petróleo no mercado externo estavam na faixa dos US$ 140 – bem acima dos US$ 40 cobrados hoje, em média.

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