Mercado

Fracasso das medidas de estabilidade no Iraque mantém preços em alta

A proposta de partilhar o controle do Iraque com a Organização das Nações Unidas (ONU) e com os iraqueanos não resultou na estabilidade que os norte-americanos esperavam nem na redução da banda de preços do barril de petróleo, conforme objetivavam. Ao contrário, segundo a pesquisadora do g


05/07/2004 00:00
Visualizações: 855

A proposta de partilhar o controle do Iraque com a Organização das Nações Unidas (ONU) e com os iraqueanos não resultou na estabilidade que os norte-americanos esperavam nem na redução da banda de preços do barril de petróleo, conforme objetivavam. Ao contrário, segundo a pesquisadora do grupo de economia da energia da UFRJ, Carmen Alveal, a reação tende a se tornar mais organizada e os ataques às instalações petrolíferas podem ser a tática utilizada, se houver comprovação de que estas ações são eficazes.
Segundo a professora, os ataques a oleodutos - recentemente no Iraque e no mês passado na Arábia Saudita - tiveram um efeito pequeno sobre o volume de petróleo disponível no mundo, mas, do ponto vista simbólico, os ataques confirmaram a situação de instabilidade e pressionaram o preço internacional do petróleo para cima, mantendo a tendência de alta ou de estabilidade em alta, que deverá permanecer até o final do ano.
Alveal afirma que a tendência é que o preço continue no patamar dos US$ 35-US$ 36 sempre ameaçando chegar aos US$ 40 pelo menos até o desfecho das eleições norte-americanas, que só ocorre em outubro. Caso o candidato democrata, John Kerry, ganhe as eleições, é provável que haja o fortalecimento dos grupos pacíficos dentro do Iraque. Se não, as possibilidades de renovados ataques aumentam.
"Atualmente, é claro que não podemos mensurar exatamente quanto da população está a favor ou contra da ocupação, mas esses ataques aos oleodutos contam com apoio de partes da população", analise Alveal, que acrescenta: "esses mesmos grupos podem amenizar o embate porque também estarão esperando um novo gesto".
A professora explica, ainda, que o ideal é que o preço do petróleo respeite o acordo tácito existente entre as companhias petrolíferas, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e as nações grandes consumidoras, como Estados Unidos, Japão e a União Européia. "Para a Opep o ideal é que essa banda fique entre US$ 22 e US$ 28 para evitar pressões do desenvolvimento de novas tecnologias de energia. Há uma lógica neste acordo", comenta. 
Observando a situação do Brasil ante a escalada de preços, a professora observa que o efeito mais perverso é a pressão sobre a inflação e, conseqüentemente, a manutenção das taxas de juros no patamar em que estão.
A administração fina dos efeitos da alta dos preços é feita pela Petrobras, que tem condições de absorver estes impactos por longos períodos. "O aumento recente nos combustíveis deverá ser o único até as eleiçoes municipais, a menos que haja algum grande acontecimento capaz de influenciar ainda mais os preços, o que não considero provável", conclui.
Na análise da economista Mônica Araújo, da Espírito Santo Research, os reajustes de cerca de 10% para gasolina e para o diesel no mês de junho e a queda dos preços internacionais  contribuiram para reduzir a defasagem de preços dos derivados no Brasil. Segundo o informe, a economista considera que ainda haveria espaço para mais um reajuste de preços da gasolina na ordem de 3%, embora não acredite que venha a ocorrer alterações durante o segundo semestre de 2004, a menos em função de uma grande pressão do preço da commodity internacionalmente.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
TBG debate integração do mercado de gás natural no Cone ...
25/09/26
ROG.e 2026
Sucesso! ROG.e 2026 fecha com 83 mil visitantes e injeçã...
25/09/26
ROG.e 2026
Expansão das fontes renováveis e mudanças no mercado abr...
25/09/26
ROG.e 2026
Presidente da Petrobras defende exploração ativa e prevê...
25/09/26
ROG.e 2026
Inovação tecnológica e dedicação à indústria marcam prem...
25/09/26
Petroquímica
Referência mundial em sustentabilidade, I’m green™ bio-b...
25/09/26
ROG.e 2026
Escassez de engenheiros preocupa setores estratégicos e ...
25/09/26
ROG.e 2026
Constellation é reconhecida pela Petrobras como a melhor...
25/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e 2026, Shell destaca parcerias, inovação e disci...
25/09/26
ROG.e 2026
Nikki Martin, presidente e CEO da EnerGeo Alliance falou...
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e OceanPact assinam acordo para expansão de...
25/09/26
ROG.e 2026
Mayekawa apresenta soluções para óleo, gás e energia na ...
25/09/26
ROG.e 2026
Shell destaca papel da capacitação para aproximar jovens...
25/09/26
Terminais
Ultracargo é reconhecida pelo quarto ano consecutivo com...
25/09/26
GNL
Edge e Governo do Rio Grande do Sul assinam Memorando de...
25/09/26
E&P
ANP contrata B3 para assessoria técnica às licitações de E&P
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
25/09/26
ROG.e 2026
Lideranças apontam o Brasil como pilar de segurança ener...
24/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empres...
24/09/26
ROG.e 2026
Estudo da PPSA identifica boas práticas para apoiar deci...
24/09/26
ROG.e 2026
EAS participa da ROG.e 2026
24/09/26
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25