Rio Grande do Sul

Ferramenta deve facilitar a descoberta de petróleo

Jornal do Commercio - RS
20/07/2009 03:43
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Uma nova ferramenta que pode reduzir significativamente o tempo - e os custos - para a exploração de novas áreas produtoras de petróleo no Atlântico Sul está em gestação nos laboratórios da Pucrs, em Porto Alegre. A principal inovação proposta pelo grupo de pesquisadores da universidade gaúcha está na reunião e no processamento de diversos dados que indicarão com mais segurança onde podem existir reservas, direcionando, assim, as perfurações exploratórias.
 
 
"São informações como o processo de formação do oceano, o clima, as correntes oceânicas, entre outros, que sempre foram tratados isoladamente, mas que agora serão analisadas em um modelo matemático e processadas por um cluster de computadores", explica o vice-coordenador do projeto Paleoprospec, João Marcelo Ketzer. A intenção dos pesquisadores é chegar a um mapa com ênfase na probabilidade de estabelecimento de condições favoráveis para a deposição e preservação de sedimentos ricos em matéria orgânica e, consequentemente, a ocorrência de potenciais rochas geradoras de petróleo.


O trabalho, que teve início em março e envolve cerca de 30 pesquisadores, foi encomendado pela Petrobras ao Centro de Excelência em Pesquisa sobre Armazenamento de Carbono (Cepac) e ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação. Os primeiros resultados já devem ser divulgados no final do ano, mas o prazo final para conclusão é de dois anos. Atualmente, o trabalho está em fase de coleta de informações nas fontes conhecidas na comunidade científica.


O coordenador do Programa Tecnológico de Fronteiras Exploratórias (Prosex) da Petrobras, Adriano Viana, revela que o custo de perfuração de um poço em águas profundas e em uma área pioneira varia de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões e a possibilidade de sucesso de cada uma dessas explorações fica entre 15% e 20%. Após a conclusão do estudo da Pucrs, a expectativa da petrolífera é ampliar a fatia de segurança e de certeza para um intervalo de 17% a 25%. "Pode parecer pouco, mas se hoje perfuramos cinco poços ao custo de US$ 1 bilhão para obter um com sucesso, poderemos prospectar somente quatro gastando US$ 800 milhões, ou seja, já seria uma economia de US$ 200 milhões", calcula.


Os números ressaltam a importância do esforço da Petrobras em fornecer melhores ferramentas tecnológicas e científicas aos responsáveis pela exploração de novas áreas. "Estamos dando um caráter de exatidão a uma ciência inexata", resume Viana. Para o coordenador do Prosex, o trabalho desenvolvido na Pucrs é de vanguarda porque vai resultar em um simulador capaz de dizer o que ocorreu no passado com relação ao clima e a formações do oceano para sinalizar a produção futura de petróleo. Por isso, após a conclusão do mapa de probabilidades, a primeira ação será verificar se as descobertas fazem sentido com as áreas já exploradas e em produção, para que depois disso a Petrobras possa usar os dados com certeza na definição de futuros poços.


O armazenamento e o desenvolvimento dos dados exigirão computação de alto desempenho, com servidores especiais de grande capacidade que trabalham interligados. Segundo o coordenador do projeto, Paulo Fernandes, a tarefa envolve modelagem numérica e simulações sobre dados descrevendo milhões de possíveis situações. Para Ketzer, os resultados podem não significar a solução para o desafio de prospectar petróleo, mas elevam as chances de sucesso, experiência que o Cepac já vivenciou com a Petrobras em outros projetos relacionados a carbono que foram fundamentais para nova escolha da Pucrs.
 
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