Bioenergia

ETH anuncia convênio de R$ 20 milhões com a Fapesp

Recursos vão para pesquisa.

Valor Econômico
20/09/2012 10:51
Visualizações: 1812

 

A ETH Bioenergia, empresa sucroalcooleira do grupo Odebrecht, firmou com a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) convênio para destinar até R$ 20 milhões para pesquisas voltadas a melhorar a produtividade agrícola e industrial da cana-de-açúcar, assim como agregar valor à biomassa dessa matéria-prima. Nessa primeira fase, foram ofertados R$ 10 milhões e selecionados 11 projetos de instituições de pesquisa do Estado.
Essas pesquisas representam uma parte entre todos os projetos que vêm sendo desenvolvidos pelo departamento de Inovação e Tecnologia da ETH, criado há dois anos. O orçamento anual dessa área, até agora na casa dos R$ 5 milhões, deve alcançar nos próximos 24 meses R$ 50 milhões anuais, estabilizando-se nesse patamar, segundo o diretor de Inovação da ETH, Carlos Eduardo Calmanovici. "Há um grande foco na área agrícola, em ganho de competitividade na biomassa da cana. Também na busca de excelência operacional", resume o executivo.
Além dos projetos em parceria com a Fapesp e de programas próprios de pesquisa, a ETH teve cinco projetos selecionados no programa PAISS, liderado pelo BNDES e pela Finep para financiar projetos de inovação a partir do uso da biomassa da cana. Conforme Calmanovici, os detalhes dos projetos e os acordos de parcerias estão sendo costurados e, portanto, não podem ser divulgados neste momento. Ele apenas informa que a maior parte dos planos de negócios contemplam o desenvolvimento de tecnologias para o etanol celulósico.
Das demandas totais da ETH no PAISS, cerca de R$ 60 milhões se referem a projetos da área de pesquisa e desenvolvimento. Há ainda, segundo ele, projetos industriais no programa que significarão aportes mais robustos de recursos, no entanto, ainda não dimensionados com precisão.
Dentro do convênio entre ETH e Fapesp, os recursos serão divididos em 50% para cada parte. Conforme o diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, entre os temas dos projetos selecionados estão o genoma da cana, resistência a estresse hídrico, aumento da produtividade e uso de resíduos. Do total de onze selecionados, sete são da área agrícola, e quatro da industrial.
Com sete usinas de cana no Centro-Sul do Brasil, a ETH Bioenergia deve processar no ciclo 2012/13 em torno de 20 milhões de toneladas de cana, produzir 578 mil toneladas de açúcar e cogerar 1,297 gigawatts/hora de energia. Criada para ser a maior produtora de etanol do país, a companhia deve fabricar neste ciclo cerca de 1,4 bilhão de litros do biocombustível.
Desde que foi criada, em 2007, a ETH investiu mais de R$ 8 bilhões para implantar suas nove usinas de cana. Na safra encerrada em 31 de março, a empresa registrou receita líquida de R$ 1,45 bilhão e amargou prejuízo de R$ R$ 793,05 milhões.

A ETH Bioenergia, empresa sucroalcooleira do grupo Odebrecht, firmou com a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) convênio para destinar até R$ 20 milhões para pesquisas voltadas a melhorar a produtividade agrícola e industrial da cana-de-açúcar, assim como agregar valor à biomassa dessa matéria-prima. Nessa primeira fase, foram ofertados R$ 10 milhões e selecionados 11 projetos de instituições de pesquisa do Estado.


Essas pesquisas representam uma parte entre todos os projetos que vêm sendo desenvolvidos pelo departamento de Inovação e Tecnologia da ETH, criado há dois anos. O orçamento anual dessa área, até agora na casa dos R$ 5 milhões, deve alcançar nos próximos 24 meses R$ 50 milhões anuais, estabilizando-se nesse patamar, segundo o diretor de Inovação da ETH, Carlos Eduardo Calmanovici. "Há um grande foco na área agrícola, em ganho de competitividade na biomassa da cana. Também na busca de excelência operacional", resume o executivo.


Além dos projetos em parceria com a Fapesp e de programas próprios de pesquisa, a ETH teve cinco projetos selecionados no programa PAISS, liderado pelo BNDES e pela Finep para financiar projetos de inovação a partir do uso da biomassa da cana. Conforme Calmanovici, os detalhes dos projetos e os acordos de parcerias estão sendo costurados e, portanto, não podem ser divulgados neste momento. Ele apenas informa que a maior parte dos planos de negócios contemplam o desenvolvimento de tecnologias para o etanol celulósico.


Das demandas totais da ETH no PAISS, cerca de R$ 60 milhões se referem a projetos da área de pesquisa e desenvolvimento. Há ainda, segundo ele, projetos industriais no programa que significarão aportes mais robustos de recursos, no entanto, ainda não dimensionados com precisão.


Dentro do convênio entre ETH e Fapesp, os recursos serão divididos em 50% para cada parte. Conforme o diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, entre os temas dos projetos selecionados estão o genoma da cana, resistência a estresse hídrico, aumento da produtividade e uso de resíduos. Do total de onze selecionados, sete são da área agrícola, e quatro da industrial. Com sete usinas de cana no Centro-Sul do Brasil, a ETH Bioenergia deve processar no ciclo 2012/13 em torno de 20 milhões de toneladas de cana, produzir 578 mil toneladas de açúcar e cogerar 1,297 gigawatts/hora de energia. Criada para ser a maior produtora de etanol do país, a companhia deve fabricar neste ciclo cerca de 1,4 bilhão de litros do biocombustível.


Desde que foi criada, em 2007, a ETH investiu mais de R$ 8 bilhões para implantar suas nove usinas de cana. Na safra encerrada em 31 de março, a empresa registrou receita líquida de R$ 1,45 bilhão e amargou prejuízo de R$ R$ 793,05 milhões.

 

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