Projeto

De olho no futuro, Eike lança Instituto Tecnológico Naval

Com o objetivo de educar e capacitar mão de obra dedicada aos postos de trabalho de sua Unidade de Construção Naval do Superporto do Açu, já processo de licenciamento ambiental, a OSX, empresa de equipamentos e serviços offshore para a indústria de

Folha da Manhã
24/01/2011 10:42
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Com o objetivo de educar e capacitar mão de obra dedicada aos postos de trabalho de sua Unidade de Construção Naval do Superporto do Açu, já processo de licenciamento ambiental, a OSX, empresa de equipamentos e serviços offshore para a indústria de petróleo e gás natural do Grupo EBX, anunciou esta semana que já iniciou a estruturação do Instituto Tecnológico Naval (ITN) e a expectativa é a de que, até 2013, sejam formados 7.800 técnicos especialistas em produção, inspeção e supervisão de equipamentos. Dentro do programa educacional que o ITN irá desenvolver, será dada ênfase às disciplinas necessárias para suprir as demandas operacionais imediatas da Unidade.


Segundo o gerente executivo da Unidade de Construção Naval, José Jorge Araújo, a geração de empregos é o impacto mais positivo para a região e o que traz mais desafios para a OSX em termos de buscar e capacitar à mão de obra. De acordo com plano da OSX, o ITN funcionará em parceria com instituições de ensino reconhecidas no Brasil e no exterior, tendo como meta, tornar-se referência de ensino voltado para o ramo de construção naval do País. Araújo explica que, além de gerar mão de obra qualificada para o setor, o Instituto também pretende promover projetos e pesquisas com foco na melhoria e na automatização de processos operacionais da área.


—  Primeiro nasceu o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e depois a Embraer. Aqui está nascendo ao mesmo tempo a OSX e o Instituto Tecnológico Naval (ITN). Nosso comandante, Eike Batista, já definiu a criação do ITN, que nesse primeiro momento, é uma gestão de conhecimento em rede cujo conceito é formar mão de obra de excelência. Para isso, vamos buscar a rede de conhecimento já existente nas universidades, os IFF’s e as unidades do SENAI em Campos, São João da Barra , Rio de Janeiro e no Espírito Santo, pois trata-se de um projeto tão grande que requer mão de obra do Brasil inteiro. Em uma segunda etapa, contaremos com uma infra-estrutura apropriada e com os próprios professores para dar forma física a este instituto. Iremos contar com cerca de 50 engenheiros e técnicos coreanos da Hyundai que estarão morando em São João da Barra e em Campos para ajudar na formação desta mão de obra, e também, vamos selecionar técnicos e supervisores daqui para fazer um treinamento de trabalho de longa duração, com duração de seis meses, no estaleiro da Hyundai, em Ulsan, Coréia — conta o gerente executivo da Unidade de Construção Naval, José Jorge Araújo.

 

Licenciamento ambiental deve sair no final de abril

 

Segundo o diretor de Sustentabilidade do grupo EBX, Paulo Monteiro, a Unidade de Construção Naval é um projeto com investimento previsto de R$ 3 bilhões e será o maior estaleiro das Américas, gerando cerca de 10 mil empregos diretos e mais 12 mil indiretos. Ele ressalta o “know-how” na construção de estaleiros da coreana Hyundai Heavy Industries na cooperação técnica do projeto. “Optamos pelo Rio de Janeiro para implantar este projeto e pudemos contar com os esforços da prefeita Carla Machado e do governador Sérgio Cabral para trazer este estaleiro para São João da Barra”, conta.


Monteiro reafirma que é importante a participação da população nas audiências públicas nesse processo inicial de implantação do projeto. “Estamos buscando colher junto à população as informações que precisamos para concluirmos o processo de licenciamento do estaleiro. Creio que a licença sairá no final do mês de março para abril e começaremos  as obras em meados de maio, iniciando uma contratação intensiva de mão de obra – afirma.

 

Pico de produção previsto para 2014

 

O gerente executivo da Unidade de Construção Naval da OSX, José Jorge Araújo, ressaltou que a formação de mão de obra técnica é uma das prioridades da empresa, pois segundo ele, o nível de mão de obra a ser empregado no estaleiro é de um nível técnico muito alto, onde o nível salarial mais baixo está acima do PIB nacional.


— Quando atingirmos o pico de produção em 2014, estaremos contratando, por exemplo, em torno de 270 engenheiros, entre engenheiros mecânicos, elétricos e químicos e a mão de obra administrativa será de 600 pessoas. Esse efetivo de quase 11 mil pessoas para iniciar os trabalhos nos primeiros três anos de operação será uma mão de obra extremamente especializada. Trata-se de um trabalho muito detalhado que requer uma logística bem considerável para que a gente possa ter êxito nessa captação de mão de obra — afirma Araújo, reiterando que o objetivo da empresa não é  apenas capacitar e contratar pessoal.


Segundo o gerente executivo  da UCN  é necessário reter essa mão de obra, por isso a empresa também está trabalhando em programas que irão incentivar o trabalhador a fazer uma carreira conosco, com o horizonte mínimo de dez anos, essa é a nossa intenção ao capacitar um trabalhador. Vamos combinar a experiência dos trabalhadores que já atuam no mercado para ajudar a formar os jovens recém-saídos de seus cursos de formação técnica em um aprendizado constante. É isso que nós queremos, contratar pessoas para trabalhar na OSX, e quiçá, que se aposentem na OSX”, afirmou  o gerente executivo da Unidade.
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