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Copersucar prevê crescer 21% em 2011

Valor Econômico
11/11/2010 10:46
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Maior comercializadora de açúcar e etanol do país, a Copersucar prevê atingir marcas inéditas na próxima safra de cana, a 2011/12. A primeira é que o volume de açúcar e álcool movimentado deverá bater novo recorde. Espera-se que os produtos venham de usinas (associadas e não-associadas) que somam capacidade de moagem de 138 milhões de toneladas de cana, 21% superior a da safra atual, que já está na reta final.


A outra marca virá com a primeira operação de transporte ferroviário de açúcar em larga escala. A estimativa é de movimentar 1 milhão de toneladas da commodity por esse modal. Paulo Roberto de Souza, presidente-executivo da Copersucar, explica que na temporada corrente, a 2010/11, ficou sob o guarda-chuva do grupo a venda de açúcar e álcool de unidades com capacidade para moer 114 milhões de toneladas de cana.


No entanto, por causa da estiagem que resultou em quebra de safra em todo o Centro-Sul, o processamento efetivo dessas usinas ficou 7% abaixo do previsto e deve fechar o ciclo em 105 milhões de toneladas de cana, o equivalente a uma participação de 19% em toda a safra do Centro-Sul. O crescimento em 2011, explica, considera uma relativa estabilidade entre as 39 usinas já associadas (pertencentes a 21 grupos), assim como das usinas das quais a Copersucar só origina produtos - ou seja, não sócias.


"O aumento virá, sobretudo, da entrada de novas unidades associadas, que devem agregar em torno de 20 milhões de toneladas de capacidade de moagem de cana", diz Luís Roberto Pogetti, presidente do Conselho de Administração da Copersucar. Por questões estratégicas, ele não revela o nome das usinas com as quais está em fase final de negociação. Mas será com a ajuda delas que a empresa vai ampliar de 7 milhões para 8 milhões de toneladas o volume negociado de açúcar em 2011/12 e de 4,3 bilhões para 5 bilhões de litros o de etanol.


No próximo ano, a empresa continuará tocando seu programa de investimentos em logística, que demandará em cinco anos, contando 2010, aportes de R$ 1,5 bilhão, inclui um alcoolduto. O primeiro projeto a sair do papel é o do terminal de transbordo ferroviário de açúcar de São José do Rio Preto (SP), que começou funcionar neste fim de safra, mas que atingirá na próxima temporada volumes de 1 milhão de toneladas da commodity nos trilhos da América Latina Logística (ALL), sua parceira nessa operação.


"Em dois anos, a capacidade será ampliada para 2 milhões de toneladas", afirma Pogetti. A ferrovia levará o produto até o porto de Santos, onde a Copersucar tem um terminal para 5,5 milhões de toneladas por safra, e que está sendo ampliado para atingir 7,5 milhões de toneladas. "O porto está acelerando obras de aumento da dragagem, o que vai dar condições para ampliarmos nossa capacidade", diz Pogetti.


Ainda, a empresa prevê aplicar recursos na construção de estação de transbordo de açúcar e álcool no interior, além de ampliação da capacidade de tancagem de etanol em alguns municípios-chave. Apesar de sua expansão, a Copersucar não vê crescimento de moagem de cana na safra 2011/12 no Centro-Sul.


A empresa estima que no ano que vem o setor vai repetir as 560 milhões de toneladas deste ano. O cenário deve restringir a oferta de açúcar, que já será tímida com o pequeno volume exportável previsto para a Índia - que já está com atraso na colheita em algumas regiões produtoras por causa das chuvas.


"Não há produto para atender toda a demanda mundial", alerta Souza. Por isso, ele calcula que contratos de 500 mil toneladas de açúcar bruto estão sendo postergados para entrega em 2011 com deságio médio de 500 pontos, o equivalente a US$ 100 por tonelada (açúcar bruto). Outras 500 mil toneladas, estima ele, foram "recompradas" da exportação para serem vendidas no mercado interno.
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