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Conselho da Hardinge rejeita nova oferta da Romi

O conselho de administração da Hardinge rejeitou a oferta hostil de US$ 10 por ação feita pela Indústrias Romi.

Valor Econômico
24/05/2010 06:03
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A cúpula da empresa americana - que produz tornos, centros de usinagem e retificadoras - disse que a oferta continua sendo inadequada, oportunista e fora dos interesses da companhia e seus acionistas, apesar de a Romi ter elevado a proposta original, de US$ 8 por ação.

 

 

Esta é a última cartada da empresa brasileira em sua ofensiva pela Hardinge, cujo investimento na aquisição de 100% das ações chegaria a US$ 116,9 milhões.

 

 

A ideia é forçar a abertura de um canal de negociação com os administradores, uma vez que a operação depende da retirada dos mecanismos de defesa à venda de uma participação igual ou superior a 20% da Hardinge. A oferta hostil foi estendida até a próxima quarta-feira.

 

 

Em comunicado, o board da Hardinge recomenda a não aceitação da oferta que, segundo a cúpula, não representa o verdadeiro valor da companhia.

 

Richard L. Simons, que é membro do conselho e presidente-executivo da empresa, argumenta que a Hardinge está bem posicionada para aproveitar a recuperação da indústria de máquinas e equipamentos.

 

Ele afirma que as duas empresas deveriam esquecer essa oferta se o preço final da Romi realmente for o de US$ 10 por ação.

 

Por sua vez, a companhia brasileira afirmou hoje que está desapontada com a rejeição do conselho, que, segundo ela, não está em linha com os interesses dos acionistas.

 

Na resposta à recusa da Hardinge, Livaldo Aguiar dos Santos, presidente da Romi, diz que a nova oferta levou em consideração os pontos de vista dos acionistas da fabricante. O executivo pede a esses acionistas que enviem ao conselho "uma forte mensagem" sobre adesão à oferta.

 

 

"Sem a demonstração de um significativo suporte dos acionistas da Hardinge, temos a intenção de deixar nossa oferta expirar no final do período da oferta, em 26 de maio de 2010", afirma Santos, em nota.

 

 

 

(Fonte: Valor Econômico/Eduardo Laguna)

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