Transição Energética

Como evitar problemas na transição para o Mercado Livre de Energia

De acordo com Nahima Razuk, advogado do escritório Razuk Barreto Valiati, o Ambiente de Contratação Livre requer orientações e cuidados para garantir a economia para os clientes em alta tensão.

Redação TN Petróleo/Assessoria
27/05/2024 10:01
Como evitar problemas na transição para o Mercado Livre de Energia Imagem: Divulgação Visualizações: 1936

O Mercado Livre de Energia encerrou 2023 com 38.531 unidades consumidoras, o que representa um crescimento de 22% em relação ao ano anterior. Embora as empresas que negociam energia neste ambiente representem menos de 1% do número de unidades consumidoras do país, elas responderam por cerca de 40% do total da energia consumida no Brasil, segundo as informações da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel). No país, é possível receber energia de duas formas: no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) e no Ambiente de Contratação Livre (ACL).

O Ambiente de Contratação Regulada (ACR) é formado pelos consumidores de energia residencial e de organizações de pequeno porte em baixa tensão, fornecida pela distribuidora de acordo com a localização do consumidor. Trata-se de um ambiente controlado, com preços regulados baseados na cor das bandeiras tarifárias.

No Ambiente de Contratação Livre (ACL), conhecido como Mercado Livre de Energia, os consumidores negociam livremente as condições de compra de energia elétrica direto com as geradoras ou comercializadoras. Assim, no caso de os consumidores se adequarem aos parâmetros mínimos, eles podem negociar de quem comprar eletricidade e em quais condições. Em 2023, mais de 7 mil empresas decidiram ingressar neste mercado.

Entre as condições passíveis de negociação, estão o preço e as condições de pagamento, as datas e os índices de reajustes, a quantidade de energia e a forma de envio e até mesmo a origem da energia contratada – hidrelétrica, eólica, solar, entre outras. "O Mercado Livre se difere do mercado regulado, oferecendo mais liberdade e vantagens aos consumidores, que podem firmar contratos de curto, médio ou longo prazo", explica Nahima Razuk, sócia do escritório Razuk Barreto Valiati.
 

Uma corrida para o Mercado Livre
Apenas entre janeiro e fevereiro de 2024, outras 19 mil empresas já informaram as distribuidoras de energia sobre a migração para o Mercado Livre. A maior parte das empresas que migraram visa reduzir os custos, além de adequar o fornecimento e consumo de energia às estratégias de sustentabilidade. As estimativas são de que, no ano de2023, o ACL tenha obtido uma economia de R$ 48 bilhões em comparação ao ACR. Desde 2003, a perspectiva é que a redução de custos esteja na ordem de R$ 339 bilhões, de acordo com a ABRACEEL.

Essa corrida para a transição é consequência de uma mudança na legislação. A Portaria 50/2022, do Ministério de Minas e Energia, deu mais liberdade na escolha do fornecedor de energia, autorizando os consumidores em alta tensão a migrarem para o ACL. Com essa mudança, as projeções são de que mais de 160 mil negócios passaram a se enquadrar neste perfil, podendo requerer uma transição em seu fornecimento.

"Algumas estimativas projetam que os contratos bem amarrados podem se reverter em uma economia de até 30% no Mercado Livre em relação ao mercado regulado. Com esse objetivo em mente, muitos negócios estão avaliando e tomando a decisão de fazer a migração neste ano", observa Nahima.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Margem Equatorial
Firjan SENAI leva para o Amapá o programa Rede de Oportu...
07/08/26
Mobilidade Urbana
Scania e Caio lançam novo ônibus a gás/biometano Padron ...
07/08/26
Etanol
Venda de etanol em junho supera os 3 bilhões de litros
06/08/26
Bacia de Santos
Oil States assina contrato para fabricação dos Jumpers R...
06/08/26
ROG.e
MODEC é patrocinadora da ROG.e 2026
06/08/26
ANP
Seminário da ANP apresenta resultados da atividade de ex...
06/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana: cinco motivos para não perder o pr...
06/08/26
ANP
Oferta Permanente: 6º Ciclo de Concessão terá 22 setores...
06/08/26
Internacional
Tarifaço EUA, Firjan Internacional elabora cartilha de a...
06/08/26
Bacia de Campos
Projeto Raia avança com novos marcos em um dos principai...
06/08/26
Resultado
ENGIE Brasil Energia registra lucro líquido de R$ 1,9 bi...
06/08/26
Resultado
BRAVA Energia alcança recorde histórico de receita líqui...
06/08/26
Drilling
Foresea completa 3 anos de liderança com frota contratad...
05/08/26
Oferta Permanente
ANP participa de cerimônia alusiva à assinatura de contr...
05/08/26
SOG 2026
Petrol Industrial S.A. Consolida Presença Regional e Apr...
05/08/26
Gás Natural
IBP, ABRACE e Abpip lançam novo Relivre com foco na comp...
05/08/26
SOG 2026
HYTORC CENTRAL BR reforça sua presença no mercado de óle...
05/08/26
SOG 2026
ABPIP fortalece agenda de desenvolvimento territorial em...
04/08/26
Fenasucro
Brasil concentra oportunidades de investimento em biocom...
04/08/26
Transição Energética
Segurança energética e transição entram no centro do deb...
04/08/26
Etanol
Alteração de normas sobre comercialização de etanol anid...
03/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.