Energia elétrica

Clima seco pode alterar valor da conta de luz no próximo trimestre

Redação/Assessoria Firjan
18/08/2016 11:27
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O clima seco, aliado a previsão de aumento de 0,5% no consumo anual de energia, pode fazer com que a conta de luz volte a operar com tarifas extras nos próximos meses. A possibilidade é que, em substituição à bandeira verde, entre em vigor a amarela, que prevê o pagamento adicional de R$ 15 por Megawatt-hora (MWh).

A analista da Gerência de Estudos de Infraestrutura da Federação, Ana Thereza Costa, explica que as perspectivas dependem do nível dos reservatórios, cujo crescimento foi atenuado com o período seco, iniciado em maio.

“As projeções oficiais indicam queda no nível dos reservatórios em agosto e setembro e, assim, precisamos atentar para o possível aumento na geração termelétrica. Isso impactaria o custo final para o consumidor, com possibilidade de retomada do acionamento da bandeira tarifária amarela”, analisa.

Queda no consumo de energia no primeiro semestre do ano

O consumo de energia elétrica no Brasil no primeiro semestre de 2016 apresentou queda de 1,8% em relação ao mesmo período de 2015. Nesse intervalo, o consumo do setor industrial sofreu redução de 5,7%, com retração mais significativa na região Nordeste (-10,7%), seguida do Sudeste (-6,6%) e Sul (-4,1%). Já as regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram crescimento leve no consumo industrial nesse período, de 1% e 0,6% respectivamente.

Ana Thereza explica que a redução no consumo de energia industrial pode ser atribuída à conjuntura econômica desfavorável: “Esse consumo tem grande correlação com a produção industrial, que apresentou queda neste ano. É importante destacar que a energia elétrica pode representar até 40% dos custos de produção para indústrias eletrointensivas, aumentando a importância de termos um preço competitivo para esse insumo”.

Energias renováveis

O primeiro semestre de 2016 teve a geração de energia eólica como um dos maiores destaques no quadro energético nacional. Na comparação com o mesmo período de 2015, o aumento foi de 32,3%. Em junho deste ano, o Brasil atingiu o maior nível de produção eólica desde janeiro de 2001, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), chegando a 2.487,45 GWh. As informações constam no Boletim de Conjuntura do Setor Elétrico Brasileiro, elaborado pelo Sistema FIRJAN.

Ana Thereza ressalta que a geração eólica vem crescendo e batendo recordes, em especial na região Nordeste, onde mais usinas estão sendo construídas. “Um dos fatores que influenciam esse aumento é que tais usinas vêm sendo grandes vencedoras nos leilões de energia realizados pelo governo, que contratam a energia para atender ao aumento futuro de demanda”, pontuou, ressaltando também o fator da sazonalidade na energia eólica que, no período seco, costuma aumentar sua geração.

O Boletim de Conjuntura do Setor Elétrico Brasileiro é uma publicação do Sistema FIRJAN, que tem o objetivo de informar aos empresários, trimestralmente, a situação de suas principais variáveis em três esferas: consumo, geração e custo.

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