Empresas

Alstom têm encomenda antes da abertura de fábrica

Brasil Econômico
29/06/2010 08:09
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Há 55 anos no Brasil, a multinacional francesa Alstom está tomando uma série de decisões capazes de redefinir seus rumos no país.

A compra da área de transmissão da Areva, por exemplo, foi finalizada este mês e é um dos destaques da estratégia desenhada para este ano pois vai permitir fornecer o equipamento necessário à construção de uma usina de geração de energia.

A área eólica também ganha novo peso com o primeiro contrato de venda de aerogeradores. E o próximo passo será a participação da empresa no programa nuclear brasileiro. Definições que devem dar um novo impulso aos negócios.

Com a aquisição da área de transmissão da Areva T&D, a Alstom passa a ter uma nova divisão, a Alstom Grid, que permitirá oferecer aos clientes uma solução integrada, envolvendo todos os equipamentos eletromecânicos de uma usina de geração de energia até a unidade de subestação.

"Isso nos dá um diferencial importante no mercado. Eu diria que seremos o único fornecedor unificado de todos os equipamentos que compõem uma usina hidrelétrica e termelétrica", afirma Marcos Costa, vice-presidente de energia da Alstom para a América Latina.

A nova divisão começa grande e conta com três unidades: São Paulo, Canoas (RS) e Itajubá (MG). No ano passado, ainda sob controle da Areva, a área de transmissão registrou vendas da ordem de € 170 milhões (R$ 376,3 milhões).

A empresa também tem dois grandes projetos em andamento: um contrato de US$ 400 milhões (R$ 715,6 milhões) para a interligação hidrelétrica que está sendo instalada no Rio Madeira e mais R$ 50 milhões para o fornecimento de duas subestações para a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Eletrobras Chesf).

Fontes eólica e nuclear

Consolidada como líder no mercado brasileiro de geração hidráulica e uma das principais fornecedoras para térmicas a gás, a Alstom também passa a ter grandes planos na área eólica.

No próximo mês de julho a companhia irá anunciar o primeiro contrato de venda de aerogeradores da fábrica que está sendo construída na Bahia. Dos 300 megawatts (MW) em equipamentos que irá produzir, cerca de 90 MW já estão sendo contratados.

O nome do comprador está mantido em sigilo devido à cláusula de confidencialidade.

Segundo Costa, a Alstom considera a geração eólica como a segunda fonte mais importante da matriz energética brasileira e tem como objetivo estratégico ser um dos líderes do segmento no mercado local.

"Nosso plano é ter uma participação de, no mínimo, 20% no mercado de geração eólica no país, o que deve ser facilitado pela complementaridade com a nova área de transmissão", diz o executivo.

O futuro da Alstom no Brasil também passa pela energia nuclear. De acordo com o vice-presidente de energia, a Alstom tem um interesse muito grande em se tornar um dos fornecedores das quatro usinas previstas pelo programa nuclear brasileiro.

"Com certeza a Alstom participará como integrante de importância no programa nuclear brasileiro, inclusive com um grau de nacionalização elevado da unidade de Taubaté (SP)", afirma.

Segundo Costa, a Alstom aguarda apenas uma definição efetiva do governo federal para tomar medidas mais concretas na expansão da produção da fábrica.

 

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