Logística

ALL projeta investimento de R$ 700 mi em 2011

A América Latina Logística (ALL) projeta investir R$ 700 milhões e registrar um crescimento de 10% nos volumes transportados em 2011, afirmou o presidente da companhia, Paulo Basílio. A estimativa não considera os novos projetos em estudo pela empresa, como o de

DCI
25/10/2010 07:13
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A América Latina Logística (ALL) projeta investir R$ 700 milhões e registrar um crescimento de 10% nos volumes transportados em 2011, afirmou o presidente da companhia, Paulo Basílio. A estimativa não considera os novos projetos em estudo pela empresa, como o de transporte de minério de ferro no Mato Grosso do Sul e o do uso da malha ferroviária da companhia para transportar contêineres.
 
 
"Os projetos estão evoluindo e esperamos anunciar ao mercado novidades sobre um dos dois ainda este ano", afirmou o executivo à imprensa, após participar da cerimônia que marcou o ingresso da ALL no Novo Mercado, segmento de listagem da BM&F Bovespa com práticas mais rigorosas de governança corporativa.
 
 
De acordo com o professor Luiz Antonio Silveira Lopes, do Instituto Militar de Engenharia (IME), o investimento se justifica, pois "a tendência de crescimento é muito grande em todo o País, que terá de se preparar para atender a demanda, principalmente no que se refere a transporte de contêineres".
 
 
O especialista avalia que o momento é de otimismo, com perspectiva de crescimento, que há um mercado aquecido e que todos os fatores estimulam o investimento das empresas. Ele, no entanto, explica que algumas cargas que só podem ser transportadas por meio das ferrovias, como produtos como o carvão, necessitam que o segmento se reestruture. "A ALL tem esta característica e isso deve se expandir. O meio ferroviário responde por apenas 20% do volume de carga transportada, o que é muito pouco em relação ao que pode e deve ser feito", afirma.
 
 
A MRS Logística também já anunciou que pretende investir mais de R$ 1 bilhão no País a partir de 2011. O objetivo da empresa é realizar ações que aumentem a capacidade e a velocidade dos trens sem que se perca a segurança. A consequência disso é que o volume transportado também deverá crescer simultaneamente. Hoje este volume é de 145 milhões de toneladas por ano. Em 2011, deve-se atingir a capacidade de 158 milhões de toneladas por ano.
 
 
Bolsa
 
 
No que se refere ao ingresso da ALL na BM&F Bovespa, por uma questão regulatória, que exigia das empresas do setor a figura de um controlador com mais de 50% das ações com direito a voto, a ALL não podia fazer parte do Novo Mercado. A restrição acabou sendo flexibilizada no ano passado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
 
 
Segundo Basílio, a entrada no Novo Mercado e o fim das limitações na estrutura de capital facilitam a estratégia de crescimento da companhia. Questionado se a ALL estuda uma nova emissão de debêntures ou de ações para viabilizar os projetos em estudo, o executivo afirmou que, além dessas alternativas, a empresa pode fechar um acordo com o cliente interessado no transporte - como ocorreu com a Rumo, da Cosan - ou encontrar um terceiro investidor que tenha planos de investir no setor de infraestrutura.
 
 
No projeto de minério no Mato Grosso do Sul, a ideia é apresentar uma alternativa para o escoamento do produto. As empresas que atualmente atuam na região usam barcaças para escoar a produção de Corumbá pelos rios Paraguai e Paraná.
 
 
Além do desafio de adaptar a malha ferroviária ao transporte, o projeto depende ainda de um porto em São Paulo com condições de exportar o minério, segundo o presidente da ALL. Em contêineres, a empresa de logística pretende conquistar parte do transporte que hoje é feito majoritariamente por caminhões.
 
 
A respeito do novo modelo para o setor que o governo pretende implementar, Basílio afirmou que ainda não possui um entendimento completo da proposta, mas vê como uma oportunidade para a companhia a possibilidade de operar em outras malhas ferroviárias. Ele aponta como possível preocupação a questão da eficiência na operação com a previsão de várias companhias atuarem em uma mesma ferrovia, o que não acontece no modelo atual. Questionado sobre possíveis aquisições, Basílio repetiu o bordão de que a empresa sempre está atenta às oportunidades de mercado em ativos de logística que estejam vinculados à malha ferroviária da companhia.
 
 
Entre essas oportunidades está a segunda etapa da Ferrovia Norte-Sul, de acordo com o executivo. Após abrirem em alta na estreia no Novo Mercado, as ações ordinárias da ALL viraram, e há pouco eram negociadas em queda de 3,52%, a R$ 15,92.
 
 
Basílio e os demais executivos e funcionários da ALL participaram da cerimônia trajados com o uniforme usado pelos ferroviários que trabalham na companhia. Além da campainha que marca a abertura simbólica do pregão, a ALL fez soar o apito característico dos trens durante a cerimônia, realizada esta manhã na sede da Bolsa.
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