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Açotubo se renova para atender demanda do pré-sal

Para atender à demanda da exploração de petróleo no pré-sal, o Grupo Açotubo, o maior distribuidor de tubos e aços do País, deve inaugurar uma nova fábrica em Guarulhos (SP). "A unidade chega a São Paulo com a marca Artex, em

DCI
08/06/2010 06:18
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Para atender à demanda da exploração de petróleo no pré-sal, o Grupo Açotubo, o maior distribuidor de tubos e aços do País, deve inaugurar uma nova fábrica em Guarulhos (SP). "A unidade chega a São Paulo com a marca Artex, empresa do Rio de Janeiro que foi adquirida no ano passado e tem 20 anos de experiência no mercado", afirma o gerente de Projetos da empresa, Ivo Hoffmann. Segundo ele, a unidade foi trazida ao mercado paulista para atender à demanda por soluções de fornecimento para o pré-sal, e deve ser inaugurada em no máximo dois meses.

 

 

A Artex é uma das cinco maiores distribuidoras de aço inox no Brasil e, através da empresa, o Grupo Açotubo está ampliando a prestação de serviços na cadeia produtiva dos aços inoxidáveis, incluindo peças sob projeto.



Hoffmann conta que há cinco anos a Petrobras vem ampliando a sua presença nos negócios do Grupo Açotubo. "Nós nos estruturamos para atender a estatal de petróleo, em uma área denominada Departamento de Projetos de Engenharia e Licitações, que atende tanto a Petrobras quanto as empresas que lhe fornecem produtos", diz Hoffmann.

 



Hoje, 60% do faturamento do Grupo Açotubo vêm dos negócios com a estatal. "De 20% a 25% desses negócios são feitos diretamente entre a Petrobras e a Açotubo", diz o gerente.



Incógnitas



"Existem muitas incógnitas sobre a profundidade da camada pré-sal", diz o gerente. Ele explica que "ainda não é possível determinar a profundidade e a tecnologia que deverá ser usada para atingi-la, nem os tipos de tubos que serão necessários na empreitada. "Serão necessário provavelmente tubos com paredes grossas e flexíveis, pois eles terão que se adaptar a correntes marítimas, entre outras especificações", afirma Hoffmann.



O Grupo Açotubo explica que o pré-sal já está criando demanda para vários segmentos, como reforma de plataformas, construção de navios e novas refinarias, entre outras. "Na licitação para as sondas de perfuração, todas as empresas que participaram do certame nos consultaram sobre preços, e as ganhadoras devem sentar-se conosco para fechar negócio", conta o gerente.



O Grupo Açotubo, formado pelas empresas Açotubo, Incoteb e Artex, está há 36 anos anos no mercado e tem como principais fornecedores Gerdau, Confab e Vallourec & Mannesmann Tubes. "Somos fiéis aos nossos parceiros, não pensamos em substituí-los", diz Hoffmann. Ele acrescenta ainda que o aumento do preço do minério de ferro já exigiu que a empresa fizesse reajuste de 12% em seus preços e que, com novas majorações, os preços devem ficar ainda mais altos a partir do segundo semestre.



Perspectivas



O planejamento de contratações de equipamentos por parte da Petrobras para o período até 2015 indica mudança na escala de compras, seguindo a perspectiva de expansão da produção e do consumo doméstico de petróleo, de acordo com estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).



O Ipea acredita que "poucos" setores têm capacidade produtiva suficiente para atender à demanda esperada da indústria petrolífera a partir da exploração do pré-sal. "Desta forma, o estudo indica a necessidade de definição de um ritmo de contratação com maior constância no tempo para minimizar os picos e vales de atividade setorial", aponta o estudo.



A estimativa é de que a demanda por sondas de produção seja de 36 unidades entre 2008 e 2015. Deverá ser necessário utilizar cerca de 1,25 milhão de toneladas de aço estrutural. Além disso, o número de turbinas poderá chegar a 441 unidades, e o de reatores, a 317. De acordo com o Ipea, será necessário utilizar 220 gruas, 252 fornos, 969 compressores e 4.829 câmaras de pressão. Os grandes números de demanda elevam as estimativas do setor de equipamentos de petróleo.

 



No entanto, de acordo com o Ipea, em termos de preço, o setor apresenta-se em situação inferior à dos concorrentes internacionais. Apenas no caso de bombas e de painéis elétricos os produtores brasileiros têm preço similar ao internacional. As válvulas brasileiras são de 10% a 30% mais caras. Os preços dos canos ficam de 20% a 40% mais elevados.



O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima, diz que o governo tem interesse em promover a 11ª rodada de licitação de áreas para exploração e produção de petróleo este ano. A ideia é oferecer áreas em águas rasas, em águas profundas e em terra - fora das áreas do pré-sal. A União pretende estimular a licitação no interior do País.

 

Fonte: DCI/Rita Gallo

 

 


 
 

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